Política

Candidatos ao Senado por SP reagem após crise no STF envolvendo Banco Master

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Marina Silva e Simone Tebet cobram transparência nas investigações envolvendo ministros do STF  |   BNews SP - Divulgação Montagem Bnews SP/ Reprodução/ Redes Sociais
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 04/09/2026, às 19h02



Após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF) onde mostrou a relação de proximidade entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, os candidatos ao Senado por São Paulo reagiram e cobraram que investigações sejam feitas 

Entre os candidatos de direita, André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo) cobraram medidas do Senado e fizeram críticas ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil).

Já Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) defenderam apurações sobre as suspeitas envolvendo Moraes, mas ressaltaram a necessidade de transparência e fizeram críticas ao sigilo de outras investigações relacionadas ao Banco Master.

A ex-ministra do Meio Ambiente classificou as revelações como “gravíssimas” e defendeu o afastamento de Moraes durante a apuração do caso.


“Ele precisa se explicar com toda a transparência que a gravidade dos fatos exige. Mas esse não é o único lado dessa história, precisamos também impedir que esse episódio seja instrumentalizado eleitoralmente ou usado por aqueles que querem deslegitimar o Supremo Tribunal Federal e atacar as nossas instituições”, afirmou.


Marina questionou o sigilo mantido em outra parte das investigações sobre o Banco Master, conduzida pelo ministro André Mendonça.


“A lei tem que valer para todos. O caso do filme sobre Jair Bolsonaro, envolvendo Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro, continua sob sigilo. Por que o ministro Mendonça não adotou ali o mesmo critério?”, questionou.

Tebet pede investigação no STF

Simone Tebet também reagiu e disse estar “perplexa” e “indignada” com o conteúdo divulgado e defendeu uma apuração com “transparência absoluta”.

Para Tebet, o plenário do STF deveria autorizar a abertura de uma investigação sobre Moraes. “Nós precisamos saber quem mais está envolvido em nome da estabilidade política. Nós estamos falando de possível envolvimento de deputados federais, de senadores, de autoridades de todos os poderes”, afirmou.

Entre os candidatos de direita, o caso foi usado para reforçar a defesa do impeachment de ministros do STF.

André do Prado afirmou que Moraes “não tem mais condições de permanecer na cadeira” e defendeu que o Senado abra um processo contra o ministro. Ele afirmou que as mensagens apreendidas no celular de Vorcaro apontam para relações que, na avaliação dele, seriam incompatíveis com padrões republicanos. 

“Eu não vou ser covarde, eu vou estar sim ao lado dos demais senadores da República que serão eleitos pela direita e, se assim for necessário, votar impeachment sim de ministro do STF. Sabem por quê? Porque ninguém está acima da lei”, declarou.

Guilherme Derrite também defendeu o impeachment dos ministros. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-secretário estadual da Segurança Pública afirmou que a medida seria uma demanda de parte da população.

“Antes da gente falar do impeachment — que é necessário, que é fundamental, acho que mais necessário do que nunca — nós precisamos eleger a maioria dos senadores de direita no Brasil”, afirmou.

“O que adianta ter 119 pedidos se você tem um presidente do Senado Federal que não tem estatura moral para apresentar e para pôr para votação o impeachment?”, disse.

Ricardo Salles, por sua vez, afirmou que a situação envolvendo Moraes “ficou insustentável” e também cobrou uma reação de Alcolumbre.

“A única pessoa no Brasil hoje que pode fazer alguma coisa chama-se Davi Alcolumbre. […] É ele quem pode dar andamento às dezenas de pedidos de abertura de investigação por crime de responsabilidade”, declarou.

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