Política
Publicado em 24/04/2026, às 19h07 Foto: Reprodução/Instagram. Bianca Novais
Declarações do empresário Paolo Zampolli, enviado especial para assuntos globais no governo de Donald Trump, provocaram repercussão após entrevista à emissora italiana RAI.
Segundo informações do UOL, o conselheiro fez comentários misóginos ao generalizar comportamentos de mulheres brasileiras, afirmando que seriam “programadas” para causar problemas.
Durante a conversa, Zampolli citou sua ex-companheira como exemplo e seguiu com ofensas ainda mais agressivas ao mencionar outras brasileiras.
Em um momento em que acreditava não estar sendo gravado, ele utilizou termos depreciativos e xingamentos, ampliando o tom das declarações. Até o momento, não houve manifestação oficial nem da Casa Branca nem do próprio empresário sobre o episódio.
O histórico pessoal de Zampolli também voltou ao centro da discussão. Ele manteve um relacionamento de cerca de duas décadas com a brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho adolescente.
A separação foi marcada por acusações graves: Ungaro afirma ter sido vítima de abuso sexual e violência doméstica, alegações que teriam motivado o divórcio.
A disputa pela guarda do filho ocorre na Justiça dos Estados Unidos. Além disso, o caso ganhou novos contornos quando Ungaro foi presa em Miami sob acusação de fraude e posteriormente deportada, em outubro de 2025.
Há questionamentos sobre possível influência política no processo, o que é negado tanto por Zampolli quanto pelo serviço de imigração norte-americano.
Zampolli é conhecido por sua proximidade com Donald Trump e por afirmar ter apresentado o empresário à então futura esposa, Melania, no final dos anos 1990. Ele e Ungaro frequentaram eventos sociais com o casal ao longo dos anos, o que reforça a conexão entre as partes.
O nome do empresário também aparece em comunicações associadas a Jeffrey Epstein, financista condenado por crimes sexuais. Ungaro afirmou ter chegado aos Estados Unidos em um avião ligado a Epstein, o que adiciona mais um elemento sensível ao contexto.
Além das declarações recentes, Zampolli também chamou atenção ao sugerir à Fifa a substituição do Irã pela Itália na Copa do Mundo, mesmo sem classificação da equipe europeia. A proposta foi confirmada pelo próprio empresário, que defendeu a ideia com base no histórico esportivo italiano.