Política

Renan Santos chama Janja de “desagradável” após ser acusado de misoginia

O candidato do Missão criticou a primeira-dama, Janja Lula, durante um evento em SP; ele também a atacou durante um debate no último domingo  |  Foto: Reprodução/YouTube

Publicado em 26/08/2026, às 14h47   Foto: Reprodução/YouTube   Amanda Ambrozio

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, voltou a criticar a primeira-dama Janja Lula da Silva nesta terça-feira (25) e afirmou que ela, por atuar politicamente, está sujeita a críticas.

A declaração ocorreu após a participação do candidato em um fórum sobre as eleições promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), em São Paulo.

Renan classificou novamente Janja como “desagradável” e disse que não teria críticas a ela caso exercesse o papel de primeira-dama de maneira mais discreta.

“A Janja, se fosse uma primeira-dama discreta, que fizesse o papel de instrução, de primeira-dama, não seria alvo de crítica de ninguém. Pessoalmente, não tenho nada contra a Janja. Agora, se a Janja é um agente político e ela se comporta como tal e se ela interfere no governo, ela mais do que qualquer outro membro, inclusive no partido do marido dela, a Janja se torna um agente comum. E como um agente público e político ela é suscetível a críticas”, afirmou.

Renan já havia criticado Janja durante debate

As novas declarações ocorrem dois dias depois de Renan Santos criticar a ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial realizado no domingo (23).

Na ocasião, o candidato afirmou que Lula deveria “ficar com aquela Janja” e disse que o presidente teria “companhias melhores” caso tivesse comparecido ao encontro entre os presidenciáveis.

As declarações foram rebatidas pela primeira-dama. Em nota, Janja classificou os comentários como pessoais e depreciativos e acusou Renan de recorrer à misoginia para atacar o presidente.

Nesta terça, o candidato voltou a questionar a primeira-dama sobre críticas relacionadas aos gastos com viagens internacionais.

“Recentemente ela falou que quem criticasse os gastos dela com essas viagens internacionais estava incorrendo em misoginia. Ou seja, se eu faço uma crítica a uma pessoa que tem e é responsável direta ou indireta pelos maiores gastos de cartão corporativo da história do Brasil, se torna misoginia?”, questionou.

Foto: Ricardo Stuckert
Foto: Reprodução

Candidato critica Lulinha e Flávio Bolsonaro

Renan Santos também direcionou críticas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

Sobre Lulinha, o candidato mencionou investigações relacionadas a supostas fraudes no INSS e questionou a ausência de explicações do filho do presidente sobre o caso.

“Cadê o dinheiro que ele [Lulinha] levou dos velhinhos? Lula não quer falar disso, está fugindo desse assunto como o diabo da cruz.”

Renan também citou a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além das discussões envolvendo a produção do filme "Dark Horse".

“Assim como o Flávio não quer falar do seu envolvimento com o Master, da prestação de contas do filme ‘Dark Horse’. Eles sempre fogem, é da natureza deles”, afirmou.

Segundo o SBT News, Lulinha e Flávio Bolsonaro negam envolvimento nos casos mencionados.

Renan defende investimentos em infraestrutura

Durante o fórum da ABDIB, o candidato também apresentou críticas ao modelo de políticas sociais e defendeu uma ampliação dos investimentos em infraestrutura.

Segundo Renan, programas assistenciais utilizariam a pobreza como elemento de sustentação.

“A indústria do Bolsa Família e do assistencialismo que se vale da pobreza. Para o Brasil virar um país de verdade, vamos precisar virar o campo de obras e isso precisa se iniciar imediatamente. Nós precisamos reverter essa questão nossa de desinvestimento”, afirmou.

O candidato defendeu ainda uma transformação na infraestrutura brasileira e relacionou os investimentos à participação do país nas cadeias globais de produção.

“Nós precisamos fazer uma revolução de infraestrutura no Brasil. Essa revolução precisa começar agora porque o Brasil está sendo excluído de todas as cadeias globais de produção, isso tem um preço muito grande”, declarou.

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