Política
Publicado em 27/05/2026, às 06h00 Foto: Pexels/Pedro Henrique Carreira Andrezza Souza
O estado de São Paulo terminou 2024 com a menor taxa de homicídios do país, segundo dados divulgados pelo Atlas da Violência. O levantamento aponta que o estado registrou 6,6 homicídios por 100 mil habitantes, mantendo o menor índice de violência letal entre todas as unidades da federação.
Os números também mostram que São Paulo permaneceu estável em relação ao ano anterior, quando já havia registrado a mesma taxa. Em números absolutos, foram contabilizados 3.041 homicídios em 2024, praticamente o mesmo total de 2023.
Apesar da estabilidade recente, o levantamento destaca uma queda expressiva no horizonte mais amplo. Entre 2014 e 2024, São Paulo reduziu sua taxa de homicídios em 53,2%, uma das maiores retrações do país no período. O número absoluto de mortes violentas caiu 50,8% na comparação entre os dois anos.
O Atlas da Violência mostra que o cenário paulista contrasta com o de estados das regiões Norte e Nordeste, que continuam registrando os maiores índices de violência letal do país. Em 2024, as maiores taxas foram observadas no Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará.
Na outra ponta do ranking, além de São Paulo, aparecem Santa Catarina, Distrito Federal e Minas Gerais entre os estados com menores índices de homicídios registrados no último ano.
O relatório também aponta que o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, com taxa nacional de 20,1 mortes por 100 mil habitantes. O resultado representa queda de 7,4% em relação ao ano anterior e coloca o país no menor nível da série histórica desde 1998.
Segundo o estudo, a redução da violência letal ocorreu de forma ampla no país, mas ainda com fortes desigualdades regionais. Enquanto algumas unidades federativas apresentaram recuo significativo, estados como Maranhão e Ceará registraram aumento nas taxas de homicídio entre 2023 e 2024.
O levantamento foi elaborado com base em registros oficiais do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, além de dados populacionais do IBGE.
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