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Política

Segundo turno: PT acusa Prefeitura de reduzir frota de ônibus e pede prisão de secretário

Partido questiona a oferta de ônibus durante o segundo turno; TRE-SP ainda não tomou uma decisão sobre o pedido de prisão  |  Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Publicado em 25/10/2026, às 16h15   Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil   Amanda Ambrozio

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT)pediu à Justiça Eleitoral a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transportes de São Paulo, Celso Caldeira, e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, sob a alegação de que a capital paulista opera com frota reduzida de ônibus neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais.

A sigla também solicitou a ampliação do horário de votação em duas horas na cidade. Até a última atualização, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) ainda não havia decidido sobre o pedido.

Segundo a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a cidade estaria operando com apenas 60% da frota de ônibus, em desacordo com uma decisão judicial que determinou a circulação da mesma quantidade de veículos utilizada nos dias úteis.

No pedido apresentado à Justiça, os advogados do partido solicitaram o restabelecimento imediato da operação integral e a divulgação dos dados de monitoramento da frota desde o início do dia, separados por região e empresa operadora.

A campanha também alegou que a redução não seria resultado de limitações técnicas, mas de uma decisão da gestão municipal. Segundo o PT, quase 4 mil ônibus estariam parados enquanto os locais de votação permaneciam abertos.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Prefeitura cita dificuldades para ampliar frota

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que notificou as empresas de ônibus no sábado (24) sobre a necessidade de operar com a frota dos dias úteis. No entanto, alegou que o prazo reduzido dificultou a reorganização do serviço.

Segundo a Prefeitura, a mudança exigiria ajustes nas escalas de trabalho, jornadas e rotinas previamente estabelecidas.

A administração municipal também afirmou que o planejamento original considerava o direito à folga dos funcionários e a organização necessária para que eles pudessem votar, de acordo com o jornal O Globo.

Em nota, a gestão declarou que a programação havia sido definida com base em dados de demanda registrados em um domingo anterior. Na ocasião, aproximadamente 6,9 mil ônibus circularam, oferecendo cerca de 8 milhões de lugares e transportando 3,4 milhões de passageiros.

A Prefeitura também afirmou que o plano operacional havia sido encaminhado previamente aos órgãos eleitorais e que foi adotado no primeiro turno. Segundo a administração, a necessidade de alterar o planejamento com menos de 12 horas de antecedência trouxe desafios para mobilizar veículos e profissionais.

TRE-SP ainda não decidiu sobre o pedido

Em nota, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo informou que recebeu a petição da campanha de Lula, com relatos sobre a circulação reduzida de ônibus na capital, e encaminhou o caso à 1ª Zona Eleitoral para as providências cabíveis.

O tribunal ressaltou que ainda não havia decisão sobre o pedido apresentado neste domingo. Também orientou que denúncias de redução ou interrupção de serviços que possam comprometer o exercício do voto sejam encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral e à Defensoria Pública da União.

A determinação judicial que motivou a disputa foi expedida na sexta-feira (23), pelo juiz eleitoral Tiago Ducatti Lino Machado, após solicitação de parlamentares do PSOL. A decisão estabeleceu que a Prefeitura disponibilizasse neste domingo a mesma quantidade de ônibus dos dias úteis, para facilitar o deslocamento dos eleitores.

Em caso de descumprimento, o magistrado fixou multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans. A administração municipal afirmou que só tomou conhecimento da decisão por volta das 13h de sábado, menos de 24 horas antes do início da operação.

Caso de Salvador também envolve pedido de prisão

A discussão em São Paulo ocorre no mesmo dia em que o TRE da Bahia determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza. A medida foi relacionada ao impedimento da saída de cerca de 75 ônibus das garagens por causa de adesivos com o número de votação de Lula.

A Polícia Federal informou que o secretário estava no exterior, em viagem a Paris para participar de eventos institucionais.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), citou o caso baiano ao defender, nas redes sociais, medidas contra a gestão paulistana. Ele pediu que eleitores relatassem eventuais dificuldades para acessar o transporte público durante a votação.

“Vamos pedir a prisão de Ricardo Nunes e do Secretário Municipal de Transportes ao TRE/SP. Já há o precedente de Salvador. Não vão impedir o povo de votar com golpe baixo”, publicou Boulos no X.

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TagsSão PaulotransporteÔnibusJustiça EleitoralEleiçõesPTLuiz Inácio Lula da Silva

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