Política

PT denuncia falta de ônibus em SP e aciona TRE-SP em falta de frotas

Ônibus elétrico em São Paulo - Foto:  Divulgação/PrefSP
A campanha de Lula (PT) pede apuração sobre a circulação reduzida de ônibus em São Paulo durante o segundo turno das eleições  |   BNews SP - Divulgação Ônibus elétrico em São Paulo - Foto: Divulgação/PrefSP
Vinicius Brito

por Vinicius Brito

Publicado em 25/10/2026, às 12h39



A campanha do presidente Lula (PT) acionou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) neste domingo (25/10) para relatar problemas no transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais.

A equipe do PT afirma ter recebido denúncias sobre a circulação reduzida de ônibus na capital paulista e pede que a Justiça Eleitoral apure se a prefeitura está adotando medidas para garantir o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.

Dificuldades com ônibus 

No e-mail encaminhado à presidência do TRE-SP, o advogado Michel Bertoni Soares relatou dificuldades no transporte público em bairros da zona leste da capital, como Itaim Paulista. Ele também afirmou que integrantes da campanha observaram a circulação de ônibus na região central e na Avenida Paulista e tiveram a impressão de que havia poucos veículos nas ruas.

A campanha solicita que o TRE-SP consulte a Prefeitura de São Paulo sobre as medidas adotadas para garantir o transporte dos eleitores até os locais de votação. O documento também pede que o tribunal verifique se a Viação Cometa está operando normalmente e se há dificuldades no deslocamento de passageiros.

"Nós precisamos apurar se essas notícias de fato são verdadeiras. Estamos recebendo de diversas regiões de São Paulo notícias que estão circulando amplamente sobre redução de frota de transporte público, que é muito grave", diz o advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador da campanha de Lula.

Multa

Na sexta (23), a Justiça Eleitoral determinou que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans operem 100% da frota de ônibus prevista para dias úteis regulares neste domingo.


O magistrado também estabeleceu multa individual de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado da ordem. Ambos foram alertados de que o não cumprimento da determinação pode configurar crime eleitoral, além de resultar em responsabilização civil e administrativa.

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