Política
Publicado em 06/07/2026, às 17h20 Foto: Gabriela Pessanha/BNews São Paulo Gabriela Pessanha
Durante o seminário sobre a atualização do Simples Nacional realizado nesta segunda-feira (6) na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP), o economista, professor e ex-parlamentar Marcos Cintra afirmou que o governo comete erros em relação ao Simples Nacional.
Em sua fala no evento, ele comentou que a atual gestão pode acabar com o regime tributário por "morte matada".
Segundo ele, existe um "equívoco conceitual e econômico" ao interpretar o Simples Nacional como um sistema privilegiado.
"Pelo contrário, o Simples é um sistema tributário que contribui, do ponto de vista de arrecadação, proporcionalmente mais do que os outros setores", explicou Cintra.
O atual professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) possui PhD em Economia em Harvard e atuou como Deputado Federal entre 1999 e 2003.
Ao BNews São Paulo, o economista explicou que o Simples Nacional, apesar de custar mais para os contribuintes, se torna vantajoso para os empresários por ter menos burocracia do que outros regimes.
Aqueles que se enquadram no Simples sabem que estão pagando mais impostos do que se tivessem no Lucro Real, mas estão comprando uma coisa que é muito importante para todo mundo: simplicidade.
"O Governo Federal está cometendo um equívoco muito grande quando considera o Simples uma distorção na economia, um favorecimento indevido, e não é", afirma.
Cintra também argumenta que a ideia do regime prejudicar a eficiência produtiva é um preconceito da gestão com o setor.
Para ele, a falta de correção dos limites e baixa oferta de crédito são formas de pressionar o regime.
Entre as formas de dificultar o crédito ele cita dois impostos incidentes sobre os que estão no Simples Nacional: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Ambos foram instituídos durante a Reforma Tributária e podem ser pagos através do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou com o "Simples Híbrido".
"O Simples vai diminuindo naturalmente, que é o que o governo equivocadamente deseja fazer", finaliza.
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