Política
Publicado em 24/02/2026, às 14h59 Foto: Reprodução/Agência Brasil Ana Caroline Alves
O estado de São Paulo fechou 2025 com a menor taxa de desemprego dos últimos 13 anos, consolidando uma trajetória de recuperação do mercado de trabalho iniciada após o período mais crítico da pandemia.
Segundo dados do IBGE, divulgados pela Fundação Seade, a taxa anual de desocupação ficou em 5%, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012.
O resultado coloca São Paulo em posição mais favorável do que a média nacional, que foi de 5,6%, e também abaixo da taxa registrada na região Sudeste, de 5,3%.
Em comparação com anos anteriores, a queda é expressiva: são 1,2 ponto percentual a menos em relação a 2024 e uma redução acumulada de 4,1 pontos desde 2022, as informações são da Agência SP.
Um dos principais destaques do levantamento é o crescimento do emprego com carteira assinada. Entre 2024 e 2025, o número de trabalhadores formais no estado aumentou 5,2%, enquanto o contingente de pessoas ocupadas sem carteira caiu 8,7% no mesmo período. Esse movimento contribuiu para reduzir a informalidade, que ficou em 29% da população ocupada, a terceira menor taxa do país e bem abaixo da média brasileira, de 38,1%.
Além da melhora nos indicadores de ocupação, São Paulo também se destacou no rendimento médio. Em 2025, o ganho real habitual no estado foi de R$ 4.190, superior à média nacional, de R$ 3.560, e acima do resultado do Sudeste como um todo. No quarto trimestre, o rendimento médio paulista subiu ainda mais, chegando a R$ 4.324.
No último trimestre do ano, a taxa de desemprego caiu para 4,7%, outro recorde positivo. O número total de pessoas ocupadas atingiu 24,5 milhões, o maior já registrado pela pesquisa, enquanto o total de desocupados recuou para 1,2 milhão.
Os dados reforçam a posição de São Paulo como principal motor do mercado de trabalho brasileiro, concentrando cerca de 30% dos empregos formais do país e apresentando indicadores de renda e formalização acima da média nacional.
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