Política
Publicado em 10/02/2026, às 07h14 Foto: Divulgação/Governo de SP Redação BNews São Paulo
O Governo de São Paulo e a Sabesp iniciaram uma missão técnica em países europeus para estudar tecnologias voltadas ao combate à escassez hídrica. A comitiva visita Irlanda, Inglaterra e Espanha com foco em soluções de reciclagem de águas residuais, produção de biogás e modernização de estações de tratamento. A iniciativa busca fortalecer a resiliência hídrica do estado no médio e longo prazo, diante dos impactos das mudanças climáticas.
Participam da agenda representantes da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, da Arsesp, da Cetesb e da Sabesp. O objetivo é avaliar modelos já utilizados na Europa que possam ser adaptados à realidade paulista, ampliando a segurança no abastecimento e promovendo economia circular no saneamento.
A primeira parada da missão foi em Dublin, onde a delegação conheceu a Ringsend Wastewater Treatment Plant, a maior estação de tratamento de esgoto da Irlanda. O local utiliza tecnologias que aumentam a eficiência do processamento e potencializam o aproveitamento de resíduos. Um dos destaques é o sistema que amplia a geração de biogás a partir do lodo, reduzindo custos operacionais e impactos ambientais.
Segundo a Sabesp, iniciativas semelhantes já estão sendo incorporadas em projetos de modernização de estações paulistas. A adoção de processos mais sustentáveis reduz o volume de resíduos transportados, diminui emissões de carbono e fortalece o uso de energia renovável.
Na Inglaterra, a comitiva visita centros de reciclagem de água em regiões que enfrentam escassez hídrica. Em Colchester, por exemplo, a meta é que quase um quarto da demanda local seja suprida por água reciclada. A prática é vista como alternativa estratégica para grandes centros urbanos.
A missão termina em Barcelona, onde serão discutidas políticas públicas para enfrentar períodos de seca extrema. Para o governo paulista, diversificar a matriz hídrica é essencial para garantir abastecimento em um estado com mais de 40 milhões de habitantes. O intercâmbio internacional deve orientar futuros investimentos em inovação e sustentabilidade no saneamento.
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