Política

SP: reprovação recorde na educação expõe descaso e pressiona Tarcísio

Levantamento com mais de 22 mil pessoas revela alta reprovação à gestão educacional, com críticas a medidas como militarização e privatização  |  Foto: Divulgação/Governo de SP.

Publicado em 24/04/2026, às 20h39   Foto: Divulgação/Governo de SP.   Bianca Novais

Uma enquete realizada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), divulgada pela Revista Fórum, revela um cenário de forte insatisfação com a condução da educação pública paulista.

O levantamento ouviu 22.335 pessoas entre os dias 17 e 21 de abril, incluindo professores, estudantes, familiares e outros integrantes da comunidade escolar.

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Os números indicam rejeição ampla: 94,84% dos participantes classificaram a gestão como ruim ou péssima. Dentro desse universo, chama atenção o percentual de 71,89% que atribuíram nota zero à política educacional.

Quando consideradas avaliações de zero a cinco, a desaprovação chega a 97,66%, consolidando um quadro de avaliação extremamente negativa.

Percepção de autoritarismo

Além das críticas à qualidade da gestão, a enquete também aponta para uma percepção majoritária de falta de diálogo. Para 95,20% dos entrevistados, a condução da política educacional é vista como autoritária. 

As condições de aprendizagem também aparecem como ponto crítico: 81,75% classificam o cenário como péssimo. A falta de valorização dos profissionais da educação é outro aspecto destacado, sendo apontada por 96,09% dos respondentes como uma falha significativa da atual gestão.

Medidas contestadas

Entre as políticas mais criticadas estão o uso de plataformas digitais, a militarização e a privatização das escolas. O uso intensivo de tecnologia, defendido como estratégia de modernização, é visto de forma negativa por 80,74% dos participantes, que apontam prejuízos à qualidade do ensino.

A proposta de militarização das escolas públicas também enfrenta resistência: 71,84% dos entrevistados se posicionam contra a iniciativa. Já a política de privatização das unidades de ensino é rejeitada por 78,23% dos participantes da enquete.

Impacto social

Outras medidas, como o Programa de Ensino Integral (PEI) e o fechamento de turmas no período noturno, são percebidas como fatores de exclusão. Para 92,17% dos entrevistados, essas ações afetam diretamente estudantes que precisam conciliar trabalho e estudo, ampliando desigualdades e dificultando a permanência na escola.

A deputada estadual Professora Bebel avalia que os dados refletem a experiência cotidiana da comunidade escolar. Segundo ela, os resultados indicam a necessidade de revisão das políticas adotadas e maior abertura ao diálogo, diante de críticas que envolvem desde condições de ensino até inclusão e valorização profissional.

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