Política
Publicado em 21/01/2026, às 13h30 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Ana Caroline Alves
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), decidiu adiar a visita que faria ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O encontro estava marcado para a manhã da próxima quinta-feira (22) e já havia sido autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A informação foi confirmada pelo Palácio dos Bandeirantes, que alegou incompatibilidade de agenda do governador como motivo para o adiamento. Segundo o governo paulista, uma nova data será solicitada às autoridades judiciais, cabendo novamente a Moraes a decisão sobre a liberação da visita, as informações são da CNN Brasil.
A autorização para o encontro foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, que estabeleceu um horário específico para a visita: entre 8h e 10h da manhã de quinta-feira.
A medida seguiu os critérios de controle de acesso ao ex-presidente, que atualmente depende de autorização judicial para receber visitas fora do círculo familiar e jurídico.
A visita de Tarcísio a Bolsonaro era vista como politicamente simbólica, já que o governador foi ministro da Infraestrutura durante o governo Bolsonaro e mantém proximidade política com o ex-presidente. A confirmação do encontro havia gerado repercussão no meio político, especialmente entre aliados e opositores.
Em nota oficial, o governo de São Paulo afirmou que o adiamento partiu do próprio governador e está relacionado a compromissos previamente agendados no estado. O comunicado reforça que não houve impedimento judicial e que a remarcação será formalmente solicitada ao STF.
“A visita do governador Tarcísio de Freitas ao presidente Bolsonaro será adiada a pedido do governador para cumprimento de compromissos em São Paulo. Uma nova data será solicitada”, diz o texto divulgado pelo Palácio dos Bandeirantes.
Apesar do adiamento, a equipe do governador avalia que a visita deve ocorrer em breve, desde que haja nova autorização do ministro Alexandre de Moraes. Como Bolsonaro está sob custódia e sujeito a regras específicas, qualquer alteração na agenda de visitas precisa passar por análise do STF.
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