Política
Publicado em 12/10/2026, às 21h37 Foto: Reprodução/Vídeo/Redes Sociais Andrezza Souza
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou os atos realizados na Avenida Paulista no domingo (11) e condenou episódios de depredação e vandalismo. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele comparou a manifestação a protestos anteriores da direita e afirmou que esses atos ocorreram sem problemas.
“Quem precisa quebrar para ter razão já perdeu o argumento”, declarou. Na sequência, questionou: “Quantas manifestações da direita nós já tivemos na Paulista? Sem nenhuma intercorrência, sem nenhum problema”.
Tarcísio também associou os atos à atuação de apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT). “Agora o PT ocupa o espaço e o que a gente tem? Depredação, vandalismo, pichações, intolerância”, afirmou.
Ao comentar os atos, Tarcísio afirmou que a destruição de patrimônio não demonstra convicção política e questionou se os responsáveis pelos danos reconheceriam a conduta.
“Patrimônio destruído não prova convicção, é prova de falta de civilidade”, declarou.
O governador também criticou o que considera tolerância com grupos intolerantes e acusou setores da esquerda de chamar adversários de fascistas sem compreender o significado do termo.
Ao defender manifestações da direita, afirmou que prefere atos com a presença de famílias, idosos, crianças e trabalhadores.
“Eu fico com a manifestação do verde e amarelo, das famílias, dos idosos, das crianças, daqueles que trabalham e produzem”, disse.
Ao encerrar a gravação, Tarcísio afirmou que um período de esperança está próximo para o país.
Reeleito governador de São Paulo no primeiro turno, Tarcísio declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026 e tem participado de articulações para ampliar a base política do senador.
Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 45,16%, conforme os dados fornecidos no material de referência. Os dois avançaram para a disputa final.
A defesa de manifestações sem depredação também pode ser confrontada com os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e vandalizaram as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.
Na ocasião, os invasores destruíram instalações, quebraram vidraças e danificaram obras de arte e objetos históricos. Parte dos manifestantes defendia uma intervenção militar após a derrota de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022.
O episódio ficou marcado pela violência contra o patrimônio público e pelas investidas contra as instituições democráticas. As ações foram protagonizadas por apoiadores do ex-presidente, do mesmo campo político da direita ao qual Tarcísio está alinhado.
🚨 RECORDAR É VIVER! 8 DE JANEIRO: ISSO SIM É VANDALISMO! Quebraram, destruíram e atacaram a democracia. EXTREMA-DIREITA: INIMIGA DA PÁTRIA! 🇧🇷 https://t.co/nszvAXcf8O
— Vanfraz (@Vangfraz) October 12, 2026
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