Política
Publicado em 05/08/2026, às 14h34 Reprodução/ TV Globo Bernardo Rego
Durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (5) no Palácio dos Bandeirantes o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que vai enviar à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) um projeto de lei que visa garantir a absorção dos funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM por outras empresas estaduais após concessão do serviço à iniciativa privada. A categoria está em greve desde as primeiras horas de terça-feira (4).
Tarcísio fez um apelo para que a categoria encerre a paralisação ainda nesta quarta-feira (5). "O que a gente espera é que haja bom senso e que o serviço seja retomado antes do horário de pico de hoje, porque a gente não quer ver o sofrimento das pessoas no fim da tarde", disse.
Segundo o governador, a proposta será apresentada durante a audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e reforçará o compromisso do governo de preservar os empregos dos cerca de 4.700 trabalhadores da companhia afetados.
"Já existe um instrumento jurídico para isso desde 2020, mas ainda assim vamos encaminhar um projeto de lei específico para as linhas 11, 12 e 13 para dar mais força a esse compromisso e tirar qualquer argumento em sentido contrário", afirmou.
A greve, que começou à meia-noite de terça-feira (4), tem provocado transtornos a passageiros da capital e da Grande São Paulo. A paralisação atinge linhas que, juntas, transportam quase 1 milhão de pessoas por dia.
O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil reivindica garantias formais para os trabalhadores da CPTM e contestam o processo de concessão das três linhas à iniciativa privada. Ainda na entrevista coletiva Tarcísio voltou a afirmar que nenhum empregado foi demitido e disse que os trabalhadores serão absorvidos pela própria CPTM, pelo Metrô, pela Artesp e por outros órgãos estaduais.
"Desde que a concessão foi feita, quem foi demitido? Ninguém", declarou. O governador também fez duras críticas ao movimento grevista e disse que o estado "não pode ficar refém do sindicato". Afirmou ainda que as reivindicações são "desarrazoadas", acusou a mobilização de ignorar as garantias apresentadas pelo governo e voltou a associar a paralisação a motivações políticas.
"A gente vê a captura do sindicatos por grupos extremistas, grupos de extrema-esquerda. Ora, nós tínhamos parlamentares discursando na assembleia que definiu a greve", afirmou Tarcísio. "É uma vontade de criar o caos e há um descompromisso com as pessoas. Não estão nem aí para a vida e para o sofrimento das pessoas", acrescentou o governador.
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