Política
Publicado em 14/07/2026, às 17h02 Foto: Reprodução/Redes Sociais Amanda Ambrozio
O tradicional prato feito, uma das refeições mais consumidas por quem almoça fora de casa, ficou mais caro no primeiro semestre de 2026.
De acordo com o Índice Prato Feito (IPF), da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP), o preço médio da refeição chegou a R$ 31,90 em junho, acumulando alta de 7,2% no ano.
O levantamento mostra que a inflação continua pressionando os custos da alimentação e impactando diretamente o orçamento dos trabalhadores.
Segundo o estudo, apenas entre março e junho o prato feito registrou aumento de 5,4%. O índice considera os principais itens da refeição, como arroz, feijão, proteína, salada e guarnição, refletindo a evolução dos preços da alimentação fora do lar.
Na prática, quem almoça fora durante os dias úteis desembolsa cerca de R$ 638 por mês, considerando uma média de 20 refeições.
Em famílias nas quais dois adultos fazem as refeições fora de casa, o gasto mensal pode superar R$ 1 mil, tornando a alimentação um dos principais compromissos do orçamento doméstico.
O levantamento também identificou diferenças entre as regiões do país. O Sul registrou o maior preço médio, de R$ 34,90 por refeição, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 34,45. Já o Norte apresentou o menor valor, de R$ 29,90.
No Sudeste, a média foi de R$ 31,99, enquanto o Nordeste registrou R$ 30. A diferença entre a região mais cara e a mais barata chega a 16,4%.
Além de afetar os consumidores, a inflação também tem elevado os custos de bares e restaurantes.
Segundo o SBT News, muitos estabelecimentos evitam repassar integralmente os reajustes aos clientes para não comprometer a demanda, o que reduz as margens de lucro do setor.
Entre os principais fatores apontados pelo estudo estão o aumento dos custos logísticos, dos insumos, das despesas trabalhistas e dos juros para capital de giro, que continuam pressionando o funcionamento dos estabelecimentos.
O Índice Prato Feito foi elaborado com base em 887 coletas realizadas em diferentes regiões do Brasil, formando a maior base de dados da série histórica.
Segundo a FAC-SP, o objetivo do indicador é acompanhar a evolução de um dos principais gastos do dia a dia dos brasileiros, complementando índices oficiais de inflação.
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