Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 14/07/2026, às 16h30
O professor de jiu-jítsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, foi flagrado com um celular escondido na cueca durante uma vistoria realizada no Presídio Especial da Polícia Civil (PEPC), na Zona Norte de São Paulo.
Preso preventivamente desde abril por suspeita de crimes sexuais contra alunas, o treinador teve o aparelho apreendido durante uma operação da Corregedoria Geral da Polícia Civil, motivada por denúncias sobre a entrada irregular de celulares na unidade.
A fiscalização ocorreu em 25 de junho, após denúncias anônimas apontarem que detentos estariam utilizando aparelhos eletrônicos dentro do presídio.
A ação foi conduzida por agentes da Corregedoria, com apoio da Chefia dos Investigadores, que realizaram buscas nas celas e revistas pessoais nos presos.
Segundo o g1, Melqui Galvão escondia um celular da marca Motorola, de cor azul e com capa transparente, nas roupas íntimas. O aparelho foi apreendido pelos policiais.
Durante a operação, os agentes também localizaram celulares e acessórios com outros detentos da unidade.
O material recolhido será analisado no curso das investigações, que buscam apurar como os equipamentos chegaram ao interior do presídio e se foram utilizados para comunicação externa.
Melqui Galvão foi preso pela Polícia Civil de São Paulo em 28 de abril, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva relacionado a investigações conduzidas no Amazonas.
Ele é suspeito de cometer crimes sexuais contra alunas durante treinamentos e competições.
As investigações começaram após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar ter sido vítima de atos libidinosos sem consentimento durante uma competição esportiva realizada no exterior.
A jovem, que atualmente mora nos Estados Unidos, prestou depoimento às autoridades.
O caso levou à abertura de outros procedimentos para apurar relatos semelhantes envolvendo ex-alunas do professor.
A investigação segue em andamento e busca esclarecer a extensão das denúncias e reunir novas provas sobre os supostos crimes atribuídos ao treinador.
Até o momento, a defesa de Melqui Galvão não havia se manifestado sobre o celular encontrado durante a vistoria no presídio.
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