Entretenimento
por Marcela Guimarães
Publicado em 23/09/2026, às 18h31
A franquia “Monstro”, da Netflix, pode estar longe de chegar ao fim. Após a estreia da 4ª temporada, dedicada à controversa história de Lizzie Borden, os criadores da série antológica já trabalham na definição da próxima fase.
Lançada na última quinta-feira (17), “A História de Lizzie Borden” aborda um dos casos criminais mais conhecidos dos Estados Unidos. Em 1892, no estado de Massachusetts, Lizzie foi acusada de assassinar o próprio pai e a madrasta.
Apesar da repercussão do episódio, ela acabou absolvida durante o julgamento por falta de provas.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Ian Brennan, cocriador de “Monstro” ao lado de Ryan Murphy, revelou que a dupla pretende continuar expandindo a antologia. Segundo ele, os planos atuais podem levar a produção a alcançar dez temporadas.
O desenvolvimento, porém, não significa que todos os casos considerados pela equipe chegarão à plataforma. De acordo com Brennan, os criadores já analisam três possíveis temas para novas temporadas, enquanto outras ideias acabam descartadas durante o processo de desenvolvimento.
Isso acontece porque nem toda história criminal possui elementos suficientes para sustentar uma temporada inteira.
“Você se surpreenderia com a quantidade de assuntos que começamos e depois abandonamos”, afirmou Ian.
A antologia começou sua trajetória na Netflix com a história de Jeffrey Dahmer, serial killer responsável pelo assassinato de 17 pessoas entre 1978 e 1991.
Na 2ª temporada, a série deixou o caso Dahmer de lado para contar a história de Lyle e Erik Menendez, irmãos condenados pelo assassinato dos pais, José e Kitty Menendez, em 1989.
Já o terceiro ano teve como foco Ed Gein, criminoso de Wisconsin que ficou conhecido pelo apelido de “o açougueiro de Plainfield”.
A 4ª temporada trouxe uma grande mudança em relação às anteriores. Além de ser a primeira vez que uma mulher ocupa o centro da narrativa, o caso de Lizzie Borden apresenta uma história marcada por incertezas até os dias atuais.
Por mais que tenha sido acusada de matar o pai e a madrasta, Lizzie foi absolvida no tribunal. A falta de provas suficientes para condená-la fez com que o caso permanecesse cercado de questionamentos.
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