Entretenimento
por Andrezza Souza
Publicado em 13/09/2026, às 06h00
Uma tumba de aproximadamente 4 mil anos foi descoberta em Saqqara, antiga necrópole de Mênfis, ao sul do Cairo, no Egito. O espaço pertencia a Sekhentiu-Ptah, um alto funcionário que viveu durante o Império Antigo.
O achado foi anunciado pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito e integra uma escavação realizada na região do Bubasteion. O trabalho envolveu escavações estratigráficas, documentação arquitetônica e fotográfica, digitalização dos materiais e estudos das inscrições encontradas no local.
A descoberta foi noticiada pela Deutsche Welle (DW) e publicada pela Folha de S.Paulo.
As inscrições hieroglíficas permitiram identificar Sekhentiu-Ptah e parte das funções que ele exerceu. Entre os cargos estavam os de camareiro real, supervisor das obras do rei, supervisor dos documentos reais, sacerdote da deusa Maat e chefe dos escribas.
Um dos títulos atribuídos a ele era “guardião dos segredos dos decretos reais”. Segundo a egiptóloga Ann Macy Roth, da Universidade de Nova York, o termo provavelmente estava relacionado ao trabalho com documentos da corte e ao acesso a informações restritas.
A tumba teria sido construída entre o fim da 5ª e o início da 6ª dinastia, há cerca de 4.350 anos, de acordo com a análise de suas características arquitetônicas.
Um dos principais elementos encontrados é uma chamada falsa porta, comum em tumbas do Egito Antigo. Apesar do nome, a estrutura não funcionava como uma passagem física.
Para os antigos egípcios, ela tinha significado religioso e era vista como uma ligação entre o mundo dos vivos e o além. Acreditava-se que o espírito do morto poderia atravessá-la para transitar entre os dois mundos.
Diante da estrutura, os arqueólogos encontraram uma mesa de oferendas, uma peça usada em rituais, uma bacia de purificação, um jarro e uma esteira, todos com inscrições hieroglíficas.
A escavação também revelou três sarcófagos de pedra que permaneciam lacrados desde a Antiguidade, além de uma escultura de madeira em formato de falcão e grandes quantidades de cartonagem funerária colorida.
Apesar dos achados, a múmia de Sekhentiu-Ptah não foi localizada. A egiptóloga Ann Macy Roth avalia que a tumba pode ter sido reutilizada depois do sepultamento original, algo que ocorria no Egito Antigo.
Saqqara é Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e reúne monumentos funerários de diferentes períodos da história egípcia.
A região teve grande importância durante o Império Antigo, entre aproximadamente 2700 e 2200 a.C., e continuou sendo utilizada como necrópole até o período romano. O local também abriga a Pirâmide de Degraus de Djoser e uma extensa área subterrânea dedicada ao sepultamento de animais.
Classificação Indicativa: Livre
Fone top
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso