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Após o espetáculo registrado em 14 de março de 2025, quando o Brasil acompanhou todas as fases de um eclipse total da Lua, o público brasileiro ficará sem ver a totalidade no fenômeno desta terça-feira, 3 de março.
Desta vez, a Lua não chegará a ficar completamente imersa na sombra escura da Terra para quem observa do território nacional.
Segundo a astrônoma Dra. Josina Nascimento, do Observatório Nacional, todo eclipse lunar total ocorre em cinco etapas: penumbral, parcial, total, parcial e novamente penumbral, como citado pelo Gov.Br.
No estágio penumbral, a Lua entra na sombra mais clara da Terra e praticamente não há mudança perceptível no brilho. Já na fase parcial, o disco lunar começa a ser encoberto pela umbra, a parte mais escura da sombra terrestre, criando o efeito de “mordida”.
O eclipse penumbral terá início às 5h44, no horário de Brasília. Às 6h50 começa a fase parcial, quando será possível notar o escurecimento progressivo da Lua. A fase total ocorrerá entre 8h04 e 9h02, mas nesse intervalo o satélite natural já terá se posto em todo o Brasil.
Como o fenômeno acontece no começo da manhã, a Lua estará baixa no horizonte oeste. Quando atingir a totalidade, já estará abaixo da linha do horizonte para os observadores brasileiros.
Nas áreas mais a oeste do país, o obscurecimento poderá chegar a cerca de 96%, índice próximo da totalidade, mas ainda classificado como eclipse parcial. Em regiões do continente americano localizadas mais a oeste, a totalidade será visível por mais tempo.
De acordo com a pesquisadora, os próximos anos também não trarão um eclipse total plenamente visível no Brasil. Em agosto de 2026 haverá um eclipse parcial com magnitude de 93%. Em 2027 ocorrerão três eclipses penumbrais.
Já em 2028, haverá dois eclipses parciais de baixa magnitude visíveis no país e um eclipse total que não poderá ser observado em território brasileiro. A próxima oportunidade de acompanhar todas as fases de um eclipse total da Lua no Brasil será apenas na noite de 25 para 26 de junho de 2029.
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