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“Carrie, a Estranha”: duas teorias antigas dos leitores foram confirmadas na série

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Nova versão de “Carrie, a Estranha” retoma o romance de Stephen King e explora bullying, violência escolar e redes sociais  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Prime Video
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 13/10/2026, às 21h04 - Atualizado às 21h06



A nova versão de “Carrie, a Estranha”, disponível no Prime Video, vai além de recontar o clássico de terror publicado por Stephen King em 1974.

Comandada por Mike Flanagan, a série explora detalhes da história que ganharam destaque entre os fãs do escritor e confirma duas teorias relacionadas às habilidades sobrenaturais da protagonista e à conexão dela com outros personagens do universo de Stephen King.

Carrie White (Summer H. Howell) é uma adolescente criada longe do convívio social por sua mãe, Margaret White (Samantha Sloyan), uma mulher abusiva e religiosa extremista.

Quando finalmente começa a frequentar a escola, a jovem enfrenta situações de bullying que transformam sua relação com o mundo e contribuem para o despertar de seus poderes telecinéticos.

Distribuída em oito episódios, a série também dedica mais espaço à história de Margaret, que precisa conseguir um emprego para continuar com a guarda da filha.

Ao aprofundar a personalidade e o passado da personagem, a adaptação mostra revelações que ajudam a esclarecer dúvidas antigas sobre a origem das habilidades de Carrie.

Margaret também possui habilidades sobrenaturais?

Uma das principais revelações acontece no episódio final, quando Margaret conversa com Adelaide (Kate Siegel), líder de um grupo misterioso dedicado a acompanhar pessoas com capacidades psíquicas.

Durante o encontro, a mãe de Carrie admite que também tem poderes, descobertos ainda na infância, enquanto rezava.

Ela conta que chegou a utilizar essas habilidades para sobreviver durante o momento em que Carrie destruía a casa da família. A confissão confirma uma hipótese discutida há anos por leitores de Stephen King: a possibilidade de Margaret ter capacidades sobrenaturais e ter transmitido essas características à filha.

Na obra original, Margaret relata visões que atribui a Deus; para alguns leitores, esses episódios poderiam indicar manifestações de poderes psíquicos, e não apenas experiências relacionadas à sua religiosidade.

As habilidades de Carrie também podem ter origem genética, com características dominantes entre as mulheres. A série transforma essa interpretação em uma confirmação explícita ao revelar que Margaret carrega o gene associado à telecinese e o transmitiu à protagonista.

Elo entre “Carrie” e “O Iluminado”

A segunda teoria confirmada pela produção envolve uma conexão entre os poderes da família White e o chamado brilho, fenômeno apresentado em “O Iluminado”, outra obra conhecida de Stephen King.

Na história, personagens como Danny Torrance (Danny Lloyd no filme de 1980) e Dick Hallorann (Scatman Crothers) demonstram capacidades psíquicas, principalmente a telepatia.

Ao longo do universo literário do autor, outras habilidades sobrenaturais também aparecem, incluindo a telecinese, característica mais forte de Carrie.

A ligação fica clara durante a conversa entre Adelaide e Margaret. Ao afirmar que “algumas pessoas têm um pouco de brilho”, a personagem estabelece uma relação direta entre as habilidades da família White e o fenômeno associado a “O Iluminado”.

Com isso, a adaptação de Flanagan destaca que Carrie e Margaret possuem capacidades psíquicas relacionadas às de Danny Torrance e Dick Hallorann, aproximando histórias que fazem parte do universo criado por Stephen King.

Questões da juventude atual

Além de explorar conexões com outras obras de Stephen King, Mike Flanagan procurou diferenciar a série do filme dirigido por Brian De Palma em 1976. A proposta foi retornar ao romance original e adaptar seus temas à realidade enfrentada pelos adolescentes no mundo moderno.

Entre os assuntos incorporados estão as redes sociais, a saúde mental, a violência nas escolas e as consequências duradouras de conteúdos publicados na internet.

Para aproximar a história das experiências vividas pelos jovens, Flanagan também convidou adolescentes para participar da sala de roteiristas. Os relatos compartilhados durante o processo contribuíram para a construção de situações envolvendo assédio, microagressões e violência psicológica.

“Eles compartilharam situações chocantes, tratamentos constantes e microagressões. Vamos explorar como a internet incentiva, recompensa e amplia a crueldade. Isso é horrível para adultos e ainda mais para adolescentes”, explicou.

Onde assistir à nova série de “Carrie, a Estranha”?

A adaptação de “Carrie, a Estranha”, desenvolvida por Mike Flanagan e estrelada por Summer H. Howell, conta com oito episódios e está disponível no Prime Video.

Classificação Indicativa: Livre

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