Entretenimento
por Bernardo Rego
Publicado em 21/05/2026, às 08h49 - Atualizado às 08h52
Após a prisão de Deolane Bezerra no âmbito da Operação Vérnix", deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que investiga a ligação da influenciadora com um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), a irmã de Deolane, Daniele Bezerra, se pronunciou nas redes sociais e chamou a prisão de "perseguições que já se repetem há tempos."
A influenciadora foi presa no condomínio de luxo em Alphaville, Barueri (Grande São Paulo), onde mora, nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (21). Segundo Daniele, "acusar é fácil, difícil é provar." Ela diz que a operação é um espetáculo e que as pessoas são tratadas como culpadas antes que o processo seja concluído.
"Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos. Acusar é fácil. Difícil é provar. No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expõe, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi dito. E isso é grave.
Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social. Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques. Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome", escreveu Daniele em uma postagem feita nas redes sociais.
Sobre a operação
A Justiça determinou o bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos, incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de quatro imóveis vinculados aos investigados.
De acordo com as investigações, o esquema de lavagem envolve uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP), controlada pela cúpula da facção criminosa. O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, considerado filho de criação por Deolane, e um contador são alvos de busca e apreensão.
Além de Deolane, entre os alvos estão Marco Herbas Camacho (Marcola), que já está preso, um irmão e dois sobrinhos do homem apontado como número 1 da facção, e um investigado que seria operador financeiro do esquema, identificado como Everton de Souza, vulgo "Player".
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