Polícia

Deolane Bezerra é presa em operação que mira família de Marcola por lavagem de dinheiro

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Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane Bezerra  |   BNews SP - Divulgação Reprodução/ Redes Sociais
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 21/05/2026, às 07h23



A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Também há um mandado de prisão contra Marco Herbas Camacho (Marcola), considerado o chefe da facção, que já está preso, além de familiares  dele. As informações são da Globonews. 

Entre os presos também está Everton de Souza (vulgo Player), apontado como operador financeiro da organização. Outros alvos da Operação Vérnix incluem o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos dele, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. No total, são seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

De acordo com as investigações, o esquema de lavagem envolve uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP), controlada pela cúpula da facção criminosa. O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, considerado filho de criação por Deolane, e um contador são alvos de busca e apreensão.

Outros dois alvos de prisão estão no exterior, segundo a suspeita da polícia: Paloma Sanches Herbas Camacho (sobrinha de Marcola e apontada como intermediária nos negócios da família) estaria na Espanha e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho (sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família) estaria na Bolívia.

Também foi determinado o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e R$ 357,5 milhões em bloqueios financeiros dos investigados. Para a decretação das prisões, a Justiça paulista entendeu que há provas do crime e indícios fortes de autoria contra todos os investigados, incluindo movimentações financeiras suspeitas e vínculos diretos com a organização criminosa, e que a prisão era necessária para a garantia da ordem pública porque os investigados continuavam operando esquema criminoso, inclusive de dentro da prisão, representando risco real de destruição de provas e interferência na investigação.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane Bezerra. O valor diz respeito ao que ela não comprovou a origem - com indicativos de lavagem de dinheiro.

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