Entretenimento
por Marcela Guimarães
Publicado em 07/01/2026, às 11h38
O pai de Isabel Veloso, Joelson, usou as redes sociais para informar que a jovem foi diagnosticada com Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH).
Aos 19 anos, Isabel está internada desde o dia 4 de dezembro no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba (PR).
Conhecida por compartilhar publicamente sua trajetória no tratamento de um linfoma de Hodgkin, a jovem havia passado recentemente por um novo transplante de medula óssea (TMO), procedimento indicado no combate ao câncer e realizado com células doadas pelo próprio pai.
Em uma publicação no Instagram, Joelson detalhou a gravidade do quadro e os riscos associados ao pós-transplante.
“Infelizmente, a rejeição do enxerto e infecções graves após o transplante são riscos sérios e imprevisíveis. Elas surgem de forma agressiva e difícil de controlar. O corpo fragilizado e a complexidade do tratamento tornam tudo mais delicado”, explicou ele.
Pouco antes de ser internada por um quadro respiratório, Isabel havia sido submetida ao transplante de medula.
Uma das possíveis complicações do procedimento é a DECH, considerada uma das intercorrências mais graves após um transplante alogênico.
De acordo com especialistas em hematologia, a doença ocorre quando as células do doador passam a reconhecer os tecidos saudáveis do receptor como estranhos, iniciando um processo de ataque ao próprio organismo do paciente.
A manifestação aguda da DECH costuma surgir nos primeiros 100 dias após o transplante.
Nessa fase, geralmente considerada a mais leve, a doença tende a atingir a pele, o trato gastrointestinal e o fígado, provocando sintomas como erupções cutâneas, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarreia e perda de apetite.
Em muitos casos, pacientes com DECH aguda respondem bem ao tratamento com aumento da imunossupressão. Os medicamentos mais utilizados são corticosteroides como prednisona, metilprednisolona, dexametasona, beclometasona e budesonida.
Mesmo quadros inicialmente leves podem evoluir para a forma crônica da doença.
Nessa condição, a DECH pode comprometer um único órgão ou atingir diversos sistemas do corpo, virando uma das principais causas de complicações médicas e óbitos após transplantes de células-tronco.
A forma crônica pode impactar funções essenciais, como alimentação, mobilidade, respiração, além do funcionamento do fígado e do sistema digestivo.
Pacientes com sintomas restritos e leves costumam ser acompanhados de perto ou tratados com terapias locais.
Já os casos mais graves, com envolvimento de múltiplos órgãos, geralmente exigem tratamento sistêmico, que atua em todo o organismo por meio da corrente sanguínea.
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