Polícia

Quem é Chocô, traficante preso em SP é apontado como maior fornecedor da Paraíba?

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Investigado por liderar esquema interestadual de drogas e lavagem de dinheiro, Jamilton Alves Franco foi capturado em condomínio de luxo durante a Operação Argos  |   BNews SP - Divulgação Foto: reprodução/Edijan Del Santo
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

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Publicado em 26/02/2026, às 14h36 - Atualizado às 14h38



Apontado como o principal fornecedor de cocaína para a Paraíba, Jamilton Alves Franco, conhecido como Chocô, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) em um condomínio de alto padrão em Hortolândia, no interior de São Paulo.

A captura ocorreu no âmbito da Operação Argos, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba, com apoio de forças de outros estados.

Segundo as investigações, Chocô chefiava uma organização criminosa dedicada ao tráfico interestadual de drogas, com foco na cocaína, e à lavagem de dinheiro em larga escala.

O grupo abastecia principalmente a Paraíba, mas também mantinha ramificações em regiões de Pernambuco e Ceará. As informações são do g1.

Da Paraíba a São Paulo: vínculos com facções criminosas

Natural de Cajazeiras, Chocô se mudou ainda jovem para São Paulo. De acordo com a polícia, ele acumulou antecedentes criminais no Sudeste e, durante passagens pelo sistema prisional paulista, estabeleceu conexões com facções criminosas de atuação nacional.

Essas alianças teriam sido decisivas para ampliar sua rede logística e consolidar o domínio no fornecimento de entorpecentes ao Nordeste.

As autoridades afirmam que ele se valeu dessa rede para estruturar rotas, distribuição e financiamento do tráfico, tornando-se uma peça central no abastecimento de drogas na Paraíba e em estados vizinhos.

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Foto: Reprodução

Organização estruturada e lavagem de dinheiro

A apuração revelou que o esquema era dividido em três núcleos principais. O núcleo gerencial, sediado em São Paulo, concentrava decisões estratégicas, logísticas e financeiras.

Já o núcleo operacional da Paraíba era responsável pela distribuição, com células ativas em cidades como João Pessoa, Campina Grande, Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras. O terceiro eixo era o sistema de lavagem de dinheiro, que utilizava familiares, “laranjas”, empresas de fachada e contas fictícias para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Mandados, bloqueios e bens apreendidos

A Operação Argos cumpre 44 mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão em 13 cidades de quatro estados: Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 104 milhões, o sequestro de 13 imóveis de alto padrão e a apreensão de 40 veículos, incluindo carros de luxo.

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