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Pouca gente sabe, mas “Terra Nostra” teve um dos bastidores mais emocionantes da Globo

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Nos bastidores de “Terra Nostra” (1999), o elenco se mobilizou para evitar a substituição definitiva de pequena atriz da novela  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/TV Globo
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 30/01/2026, às 17h18



Exibida atualmente nas tardes da Globo, “Terra Nostra” apresenta ao público a trajetória de Giuliana, personagem vivida pela atriz Ana Paula Arósio.

A italiana carrega uma certeza que guia cada passo seu. Para ela, nada é mais forte do que o vínculo entre mãe e filhos.

Ao longo da novela, Giuliana passa por perdas, injustiças e relações frustradas. Ainda assim, ela é movida por uma força quando o assunto volta para Aninha e Juanito.

Para manter ambos por perto, ela enfrenta escolhas difíceis e não mede nenhuma consequência. Tal postura a transforma em um símbolo de proteção na novela.

Giuliana e Aninha em “Terra Nostra”
Giuliana e Aninha em “Terra Nostra” (Foto: Reprodução/TV Globo)

Uma espera de anos

Quando é separada das crianças, a personagem passa a viver com um único propósito: reencontrá-las.

O tempo corre entre silêncio e resistência emocional, até que a história tem o seu final feliz, com o reencontro que encerra a jornada de Giuliana na obra.

Fora das câmeras, essa conexão materna acabou se refletindo de maneira surpreendente. Durante as gravações em 1999, a relação entre Ana Paula Arósio e Maiara, atriz mirim que interpretava Aninha, ultrapassou o roteiro.

A convivência no dia a dia criou um laço afetivo tão forte que a menina passou a chamar Ana Paula de “mãe”.

Emoção nos bastidores

Esse vínculo ficou ainda mais forte quando surgiu a possibilidade de a criança ser substituída na história por conta da passagem de tempo. A ideia foi automaticamente reprovada nos bastidores.

O elenco da novela, que já era muito apegado à menina, se mobilizou para que ela continuasse em “Terra Nostra”.

Os atores chegaram a ajudar Maiara no processo de aprender a caminhar, permitindo que a personagem continuasse aparecendo até o fim da história.

A estratégia, enfim, deu certo. A criança continuou no elenco até o último capítulo, repetindo fora da ficção o mesmo espírito de cuidado e união que marcou a história de obra.

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