Entretenimento
por Marina do Val
Publicado em 24/08/2026, às 18h20
A cantora Olivia Rodrigo disponibilizou nas plataformas digitais a faixa inédita "Serena Joy". A canção se inspira diretamente na complexa e controversa personagem de O Conto da Aia (The Handmaid's Tale), obra distópica da escritora canadense Margaret Atwood que ganhou destaque global ao ser adaptada para a televisão.
Antes de chegar ao streaming, a música teve um lançamento em formato físico de tiragem ultra-limitada, com apenas 500 cópias em CD disponibilizadas exclusivamente na loja Analog Music Shopping, na Califórnia.
A nova música chega pouco tempo após a cantora ter lançado o seu terceiro álbum de estúdio, intitulado "You Seem Pretty Sad For a Girl So In Love".
Além de marcar uma nova fase criativa para a artista de 23 anos, o lançamento carrega um propósito filantrópico. Parte do lucro líquido obtido com a faixa será destinado ao fundo de caridade do Daisy Chain Fields, festival de música idealizado e organizado pela própria cantora.
O evento, que teve seus ingressos completamente esgotados em apenas 30 minutos, está marcado para o dia 29 de agosto em Irvine, na Califórnia.
Inspirado pelo histórico festival Lilith Fair dos anos 1990, o Daisy Chain Fields traz um line-up exclusivamente feminino.
Todas as atrações se apresentarão sem receber cachê, garantindo que os recursos sejam repassados a organizações sem fins lucrativos focadas no apoio e na defesa dos direitos de mulheres e meninas, tais como Planned Parenthood, Center for Reproductive Rights, Baby2Baby e Black Mamas Matter Alliance.
Além de contar com a presença especial da fundadora do Lilith Fair, Sarah McLachlan, o festival reunirá grandes nomes da música como Stevie Nicks, Bikini Kill, Mitski, Doechii, Chappell Roan, Santigold, The Breeders e Garbage.
A faixa batizada com o nome de Serena Joy faz referência à personagem interpretada pela atriz Yvonne Strahovski na série televisiva. No universo distópico de Gilead, Serena é a esposa do comandante Fred Waterford.
Antes da ascensão do regime autoritário, a personagem atuava como ativista ultraconservadora, defendendo a volta das mulheres aos papéis domésticos tradicionais.
Contudo, após a consolidação da nova sociedade, onde as mulheres perdem seus direitos e são tratadas como propriedade do Estado, Serena se vê vítima do próprio sistema que ajudou a criar, tornando-se uma figura amargurada e isolada.
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