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O Toyota Yaris Cross chegou ao mercado brasileiro com a proposta de democratizar a eletrificação entre os SUVs compactos. Ainda assim, a marca manteve versões apenas a combustão, que devem responder por parcela significativa das vendas.
A diferença de cerca de R$ 11 mil entre a configuração híbrida e a topo de linha flex XRX levanta a dúvida: vale abrir mão do sistema eletrificado para economizar na compra?
Equipado com motor 1.5 flex de 122 cv e 150 Nm, sempre associado ao câmbio CVT com sete marchas simuladas, o Yaris Cross flex entrega desempenho adequado, mas longe de empolgar, como citado pelo site Terra.
A condução é confortável, com suspensão ajustada para privilegiar maciez sem comprometer tanto a estabilidade em curvas. A direção elétrica leve facilita manobras, e o diâmetro de giro agrada no uso urbano.
Na prática, o flex se mostra ligeiramente mais solto em velocidades mais altas, enquanto o híbrido leva vantagem nas arrancadas graças ao torque imediato do motor elétrico.
Ao exigir mais do acelerador, o ruído do motor a combustão fica evidente, ponto que poderia ser amenizado com um conjunto turbinado mais robusto.
É justamente no consumo que o híbrido se destaca. Segundo o Inmetro, o Yaris Cross XRX flex registra 12,6 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada com gasolina. Já as versões híbridas podem chegar a 17,9 km/l no ciclo urbano.
Para quem roda majoritariamente em perímetro urbano, a economia de combustível tende a compensar o investimento maior no híbrido ao longo do tempo.
No visual, não há diferenças relevantes entre flex e híbrido, exceto pelos emblemas HEV. O SUV mede 4,31 m de comprimento e utiliza a plataforma DNGA, garantindo bom espaço interno. Por dentro, o acabamento combina plásticos rígidos com bons encaixes e faixa em couro sintético no painel.
A central multimídia Toyota Play 2.0 de 10 polegadas, com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, é um dos destaques. Por outro lado, o painel de instrumentos de 7 polegadas tem visual simples, e itens como ajuste elétrico dos bancos e câmeras 360º com melhor resolução fariam sentido na faixa de preço.
No fim, a escolha entre flex e híbrido passa pelo perfil do motorista: quem prioriza economia no dia a dia urbano tende a se beneficiar do sistema eletrificado; já quem busca menor investimento inicial pode encontrar no flex uma alternativa racional, ainda que menos eficiente.
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