Esportes

Brasileirão terá limite menor de estrangeiros por jogo a partir de 2027; entenda a mudança

Foto: Adriano Fontes/Flamengo e Cesar Greco/Palmeiras
Flamengo e Bahia votaram contra a redução, aprovada pelos clubes para as Séries A e B; mudança começa a valer no Brasileirão de 2027  |   BNews SP - Divulgação Foto: Adriano Fontes/Flamengo e Cesar Greco/Palmeiras
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 21/09/2026, às 20h05



Os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram uma proposta apresentada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para reduzir, de forma gradual, o número máximo de jogadores estrangeiros permitidos por partida.

A mudança começa a valer em 2027 e prevê uma diminuição do limite até 2030.

Pelo novo regulamento, cada equipe poderá relacionar até oito estrangeiros por jogo em 2027. O número cairá para sete em 2028, seis em 2029 e chegará a cinco em 2030. Atualmente, o teto é de nove jogadores estrangeiros.

A decisão não foi unânime. Flamengo e Bahia votaram contra a alteração.

Reunião entre CBF, clubes e federações nesta segunda-feira (21)
Reunião entre CBF, clubes e federações nesta segunda-feira (21) (Foto: Thiago Ribeiro/CBF)

Mudança será feita de forma escalonada

A regra aprovada pela CBF estabelece a seguinte redução:

  • 2026: até 9 estrangeiros
  • 2027: até 8
  • 2028: até 7
  • 2029: até 6
  • 2030: até 5

A intenção é conter o crescimento da presença de estrangeiros no futebol brasileiro. O limite, que era de três jogadores em 2014, passou para cinco naquele ano. Em 2023, subiu novamente, para sete, e chegou a nove em 2024.

O Flamengo é um dos clubes diretamente impactados pela regra. O elenco rubro-negro passou a contar com dez estrangeiros e, caso todos estejam disponíveis, um deles precisará ficar fora da relação para um jogo da Série A.

Novo modelo para inscrições

A mudança não ficará restrita ao número de estrangeiros. Os clubes também aprovaram alterações na forma de inscrição de atletas para as duas principais divisões nacionais.

O total de jogadores que cada equipe poderá inscrever continuará sendo de 50. A diferença estará na divisão entre duas listas: A e B.

A segunda será destinada exclusivamente a atletas Sub-23, independentemente de terem ou não sido formados pelo próprio clube. O formato também será implantado aos poucos:

  • 2027: 30 jogadores na lista A e 20 na lista B
  • 2028: 29 na lista A e 21 na lista B
  • 2029: 27 na lista A e 23 na lista B
  • 2030: 25 na lista A e 25 na lista B

Atualmente, não existe uma exigência de reserva de vagas para atletas Sub-23. De acordo com a CBF, a maioria das equipes já estaria dentro do modelo previsto para 2027: 16 dos 20 clubes da Série A e 17 dos 20 da Série B.

Formação de jovens

A diminuição dos estrangeiros já vinha sendo defendida pelo Movimento dos Clubes Formadores do Futebol Brasileiro (MCFFB), que havia levado a demanda à CBF.

Segundo estudos realizados pela entidade, o aumento de atletas estrangeiros contribui para diminuir a minutagem de jogadores brasileiros com menos de 23 anos. A análise também aponta um envelhecimento dos elencos da elite nacional.

A idade média dos jogadores inscritos na Série A atualmente é de 28,5 anos. Em 2020, o índice era de 27,3 anos.

O número também supera a média registrada nas principais ligas europeias: 27 anos na Espanha, 26,4 na Inglaterra, 26,3 na Alemanha, 26,1 na Itália e 26 na França.

Para a CBF, o cenário está relacionado a uma característica do mercado brasileiro. Enquanto o país é tradicionalmente um grande exportador de jovens jogadores, os clubes nacionais têm aumentado a contratação de atletas mais experientes, sejam brasileiros ou estrangeiros.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp