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Entenda por que o Corinthians quer rever acordo milionário com a Caixa

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Corinthians tenta evitar novos bloqueios de receitas enquanto enfrenta dívidas, transfer bans e atrasos financeiros nesta temporada  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Corinthians
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 22/07/2026, às 15h50



O Corinthians busca uma saída para reduzir a pressão financeira e tenta renegociar o contrato firmado com a Caixa Econômica Federal para o pagamento da Neo Química Arena.

O acordo prevê que receitas importantes do clube, como vendas de jogadores e premiações, sejam usadas como garantia da dívida.

Clube quer evitar novos bloqueios

Pelas regras do contrato, a Caixa pode bloquear receitas consideradas essenciais caso haja inadimplência ou risco de descumprimento do acordo. Em 2025, por exemplo, metade da premiação recebida pelo Corinthians pelo título da Copa do Brasil foi retida pelo banco.

Segundo apuração da Itatiaia, a diretoria presidida por Osmar Stábile negocia mudanças para impedir novos congelamentos de recursos e aliviar o caixa do clube.

Camisa do Corinthians para a temporada 2026/27
Corinthians lida com quatro transfer bans nesta temporada; clube está impedido de anunciar reforços (Foto: Divulgação/Nike)

Pagamentos já passam de R$ 50 milhões no ano

A diretoria alvinegra calcula ter pago pouco mais de R$ 50 milhões à Caixa neste ano. Em 2025, o Corinthians desembolsou cerca de R$ 160 milhões em valores corrigidos relacionados ao financiamento do estádio, sendo R$ 120 milhões com recursos próprios e R$ 40 milhões arrecadados por meio de campanha organizada pela torcida.

O contrato foi assinado durante a gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves.

Dívida pressiona o Corinthians

Internamente, a diretoria considera o acordo desfavorável por limitar o acesso a receitas e dificultar o pagamento de outras obrigações financeiras.

Atualmente, o Corinthians acumula quatro transfer bans por dívidas não quitadas e ainda tem um mês de direitos de imagem em atraso com o elenco.

O financiamento da Neo Química Arena prevê parcelas trimestrais entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões. Somente em 2025, o clube desembolsou R$ 93 milhões nesses pagamentos.

Ao fim da temporada passada, a dívida com a Caixa Econômica Federal era de aproximadamente R$ 642 milhões.

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