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SP: esposa de PM é morta com tiro na cabeça; família suspeita de feminicídio

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PM afirmou que a esposa tirou a própria vida, mas familiares contestam a versão; irmã do agente relatou que o casal havia discutido antes da morte  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Redes Sociais
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 07/09/2026, às 09h15



Larissa Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do banheiro da casa onde morava com o marido, um policial militar, em Embu das Artes, na Grande São Paulo, na manhã deste domingo (6).

A arma utilizada pelo PM estava ao lado do corpo da vítima. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte e, neste momento, o caso é tratado como morte suspeita.

O marido, identificado como Vinícius, afirmou aos policiais que atenderam à ocorrência que Larissa teria tirado a própria vida. A família da jovem, porém, contesta essa versão e suspeita que ela possa ter sido vítima de feminicídio.

A polícia ainda não confirmou nenhuma das hipóteses. Peritos estiveram no imóvel e exames deverão ajudar a determinar a dinâmica do disparo e esclarecer se a arma foi acionada pela própria vítima ou por outra pessoa.

Polícia não encontrou elementos suficientes para concluir suicídio

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 11h. Ao chegar ao endereço, encontrou Larissa caída no chão do banheiro, com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi acionado e constatou a morte, de acordo com o g1.

A presença da arma ao lado do corpo levou inicialmente o marido a afirmar que se tratava de um suicídio. No entanto, os agentes que estiveram no local não chegaram a uma conclusão imediata sobre a causa da morte.

A perícia foi acionada e exames foram solicitados para analisar as circunstâncias do disparo. A Polícia Civil também passou a ouvir pessoas próximas ao casal e busca imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a reconstruir os momentos anteriores à morte.

Casal havia se mudado para a casa recentemente

Larissa vivia com Vinícius no imóvel havia menos de um mês, segundo familiares. A residência passou a ser um dos principais pontos da investigação, já que os policiais precisam determinar o que aconteceu dentro da casa antes de o disparo.

Uma das testemunhas consideradas relevantes para a apuração é a irmã do policial. Ela esteve na residência horas antes da morte e relatou à polícia que Larissa e Vinícius haviam discutido.

Segundo o depoimento, o casal também teria conversado sobre o fim do relacionamento.

A informação deverá ser confrontada com os demais depoimentos e com os elementos encontrados no local. A Polícia Civil ainda procura estabelecer a sequência dos acontecimentos e verificar se havia algum conflito entre os dois antes da morte.

Família contesta versão apresentada pelo marido

Familiares de Larissa não acreditam que ela tenha cometido suicídio. Segundo os parentes, a jovem vivia uma fase feliz e tinha planos para o futuro, incluindo a realização de procedimentos estéticos.

Para a família, esses planos seriam incompatíveis com a hipótese de que Larissa tivesse decidido tirar a própria vida.

A versão dos familiares, no entanto, também será analisada durante a investigação. A polícia deverá confrontar os relatos com os depoimentos prestados, os resultados da perícia e eventuais imagens de câmeras de segurança.

O marido prestou depoimento à polícia e permaneceu no centro da apuração por ser a pessoa que estava na residência no momento da morte.

Laudos devem esclarecer dinâmica do disparo

Um dos principais pontos da investigação será determinar quem efetuou o disparo. Para isso, os peritos deverão analisar elementos encontrados no local, além das características do ferimento e da posição em que o corpo foi encontrado.

Exames complementares também podem contribuir para esclarecer a dinâmica da morte.

A análise pericial será fundamental para confirmar ou descartar a hipótese de suicídio apresentada inicialmente pelo PM. Caso sejam identificados indícios de que outra pessoa efetuou o disparo, a investigação poderá avançar para a hipótese de homicídio ou feminicídio.

Até o momento, entretanto, não há conclusão oficial de que Larissa tenha sido vítima de feminicídio.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil investiga todas as circunstâncias relacionadas à morte.

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