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Estádio do Palmeiras vai mudar de nome? Entenda a disputa por ‘naming rights’

Foto: Marcelo D'Sants/FramePhoto.
Possível mudança no Allianz Parque expõe bastidores de um contrato considerado abaixo do mercado e abre disputa por cifras mais altas  |   BNews SP - Divulgação Foto: Marcelo D'Sants/FramePhoto.
Bianca Novais

por Bianca Novais

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Publicado em 23/03/2026, às 14h34



O futuro do nome do Allianz Parque entrou em discussão nos bastidores do futebol brasileiro. O estádio do Palmeiras pode passar por uma mudança relevante nos próximos anos, caso novas negociações avancem.

Segundo apuração publicada pela ESPN, o atual acordo de naming rights é visto como financeiramente defasado diante do crescimento do mercado e da valorização da arena.

Foto: Wikimedia Commons.
Foto: Wikimedia Commons.

Por que o valor é questionado?

O contrato vigente rende ao Palmeiras e à WTorre algo em torno de US$ 10 milhões por ano (cerca de R$ 50 milhões na cotação atual), com validade até 2044.

Apesar de expressivo, o montante passou a ser considerado abaixo do potencial do estádio, que se consolidou como um dos principais palcos multiuso do país, recebendo jogos e grandes shows com alta demanda.

Esse cenário alimenta a percepção interna de que há espaço para um acordo mais lucrativo.

Novo interessado surge

Nos bastidores, uma possível troca de patrocinador já movimenta o mercado. O Nubank aparece como empresa interessada em assumir os naming rights da arena, o que poderia levar à mudança do nome do estádio.

Para que isso aconteça, no entanto, seria necessário romper o contrato atual com a seguradora, algo que envolve negociações complexas e, possivelmente, pagamento de multa.

O que está em jogo?

A discussão vai além da simples troca de nome. Trata-se de reposicionar o valor comercial de um dos ativos mais importantes do clube.

O modelo de naming rights, em que empresas pagam para associar sua marca a espaços esportivos, se tornou uma das principais fontes de receita no futebol moderno.

No caso do Palmeiras, a arena é estratégica não só pelos jogos, mas também pela agenda intensa de eventos, o que amplia o potencial de exposição da marca parceira.

Cenário aberto

Ainda não há definição oficial sobre a mudança. O tema envolve o clube, a WTorre (gestora da arena) e a atual patrocinadora, o que torna qualquer decisão mais lenta.

O que já está claro é que o nome do estádio, consolidado desde 2014, pode não ser permanente, especialmente diante de um mercado que passou a pagar mais caro por visibilidade no futebol.

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