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Golpes pelo Pix: entenda o que muda com a nova regra que começa a valer hoje

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Vítimas de golpes pelo Pix podem solicitar a devolução pelo app bancário em até 80 dias; recuperação dos valores não é garantida  |   BNews SP - Divulgação Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 26/10/2026, às 19h21



Nesta segunda-feira (26), o Banco Central implementa uma nova regra de segurança para facilitar a identificação e a recuperação de valores transferidos por meio de golpes envolvendo o Pix.

A partir de agora, as notificações de suspeita de fraude trocadas entre instituições financeiras deverão informar em qual etapa do rastreamento está cada transferência investigada.

A mudança faz parte do Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) e permite que os bancos identifiquem se o dinheiro saiu diretamente da conta da vítima para o destinatário suspeito ou se passou por outras contas antes de chegar ao seu destino.

Como funciona a nova regra do Pix?

Com a novidade, as instituições financeiras terão informações mais detalhadas sobre o caminho percorrido pelo dinheiro durante as investigações de fraudes.

O objetivo da medida é facilitar a identificação das contas utilizadas pelos criminosos e aumentar as possibilidades de recuperação dos valores desviados.

Anteriormente, o procedimento de devolução se concentrava na conta que havia recebido originalmente a transferência.

Com o MED 2.0, o rastreamento passou a considerar também as movimentações realizadas entre diferentes contas; a nova regra adiciona informações às notificações utilizadas pelos bancos.

A mudança envolve os procedimentos internos das instituições financeiras. Assim, os clientes não precisam atualizar o aplicativo do banco nem ativar qualquer recurso para ter acesso à nova proteção.

Como pedir o dinheiro de volta após um golpe?

Quem sofrer uma fraude envolvendo o Pix pode solicitar a devolução dos valores por meio do Mecanismo Especial de Devolução, disponível nos aplicativos das instituições financeiras.

O pedido deve ser feito em até 80 dias após a transferência, mas a orientação é comunicar o banco assim que o golpe for identificado.

Depois da contestação, a instituição financeira aciona o mecanismo para rastrear as contas envolvidas e bloquear possíveis recursos disponíveis.

Os bancos participantes têm até sete dias para analisar a suspeita e, caso a fraude seja confirmada, os valores recuperados poderão ser devolvidos à vítima.

A devolução do Pix é garantida?

Apesar das mudanças, a recuperação do dinheiro não é garantida em todos os casos. Se os criminosos já tiverem retirado os recursos ou não houver saldo suficiente nas contas investigadas, a vítima poderá receber apenas uma parte do valor ou ficar sem.

Vale ressaltar que o mecanismo não abrange transferências feitas por engano nem situações de desacordo comercial.

Classificação Indicativa: Livre

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