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Mercados despencam com tensão no Oriente Médio e PIB mais fraco; entenda

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Escalada do conflito entre Israel e Irã, alta do petróleo e desaceleração da economia brasileira pressionam bolsa e câmbio  |   BNews SP - Divulgação Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

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Publicado em 04/03/2026, às 15h09



O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte aversão ao risco na última terça-feira (3).

O Ibovespa registrou queda superior a 3%, enquanto o dólar avançou quase 2%, refletindo a combinação de tensão geopolítica no Oriente Médio e a divulgação de dados mais fracos do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025.

A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,26, após tocar níveis ainda mais elevados ao longo da sessão. Já o principal índice da Bolsa brasileira fechou aos 182,7 mil pontos, acompanhando o movimento negativo observado nos mercados globais, as informações são do g1.

Guerra no Oriente Médio aumenta aversão ao risco

O estresse nos mercados foi intensificado pela escalada do conflito no Oriente Médio. Novos bombardeios entre Israel e Irã elevaram o número de vítimas e ampliaram o temor de um confronto prolongado. Ao longo do dia, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando novos ataques, aumentaram ainda mais a incerteza.

O cenário se agravou após o anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo consumido globalmente. A medida fez o barril do tipo Brent ultrapassar a marca de US$ 81, impulsionando o receio de inflação global mais persistente e juros elevados por mais tempo.

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Reprodução: Freepik

PIB do Brasil frustra e pesa sobre a Bolsa

No cenário doméstico, a divulgação do PIB de 2025 contribuiu para o mau humor. Segundo o IBGE, a economia brasileira cresceu 2,3% no ano passado, o menor avanço em cinco anos e abaixo do resultado de 2024. O dado reforçou a percepção de desaceleração econômica, especialmente no segundo semestre.

Apesar do bom desempenho da agropecuária e do crescimento das exportações, o consumo das famílias perdeu força, pressionado por juros elevados e endividamento. A indústria avançou de forma modesta, sustentada principalmente pelo setor de óleo e gás.

Nem mesmo a disparada do petróleo foi suficiente para sustentar as ações do setor energético. Os papéis da Petrobras, que haviam subido na véspera, tiveram desempenho apenas marginalmente positivo, enquanto bancos e empresas cíclicas lideraram as perdas.

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Tags Economia PIB