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Para que serve o chip cerebral da Neuralink? Entenda a ‘invenção’ de Elon Musk

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Plano divulgado por Elon Musk envolvendo a Neuralink traz mudanças que podem impactar o futuro da relação entre cérebro e tecnologia  |   BNews SP - Divulgação Foto: Unsplash
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 05/01/2026, às 10h44



Elon Musk anunciou que a Neuralink pretende dar um passo decisivo no desenvolvimento de seus implantes cerebrais.

Segundo o bilionário, a empresa iniciará a produção em larga escala dos dispositivos em 2026, além de adotar um método de implantação descrito como “quase totalmente automatizado”.

A declaração foi feita na última quarta-feira (31) por meio do X (antigo Twitter), sua própria rede social.

“A Neuralink iniciará a produção em larga escala de dispositivos de interface cérebro-computador e passará a adotar um procedimento cirúrgico simplificado e quase totalmente automatizado em 2026”, disse o empresário.

Avanço no procedimento cirúrgico

De acordo com Elon Musk, uma das principais mudanças está na forma como os fios do implante serão inseridos no cérebro.

Eles atravessarão a dura-máter (camada externa e mais resistente que protege o órgão) sem que seja necessário removê-la. “Isso é muito importante”, destacou ao comentar sobre o avanço técnico.

A Neuralink começou a testar seus implantes em humanos em 2024, após obter autorização da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos responsável por liberar estudos clínicos envolvendo dispositivos médicos.

Elon Musk
Elon Musk (Foto: Reprodução/X)

Como funciona o chip cerebral da Neuralink?

O implante é um chip do tamanho de uma moeda, inserido diretamente no cérebro. Após a implantação, o dispositivo se conecta ao sistema nervoso por meio de fios ultrafinos capazes de captar a atividade neural do usuário.

A proposta principal da tecnologia é permitir que pessoas com paralisia consigam controlar equipamentos eletrônicos apenas com o pensamento, incluindo computadores e membros robóticos.

O sistema é baseado na chamada interface cérebro-computador (BCI, na sigla em inglês), que possibilita a interação com dispositivos externos por meio da atividade cerebral.

Por mais que esse tipo de tecnologia não seja uma criação exclusiva da Neuralink, a empresa de Elon Musk tem apresentado resultados.

No primeiro teste bem-sucedido, o paciente conseguiu mover um cursor na tela do computador usando apenas sinais do cérebro.

Segundo o bilionário, cerca de 10 mil pessoas já se inscreveram para participar dos testes, mas apenas 12 utilizam atualmente o dispositivo.

Questionamentos e críticas

Apesar do potencial apresentado, o chip cerebral da Neuralink ainda desperta certa desconfiança entre especialistas.

Parte da comunidade científica levanta preocupações relacionadas à segurança do implante, às implicações éticas e à transparência dos processos adotados pela empresa, pontos que seguem em alta devido aos avanços da tecnologia.

*Com apuração do Metrópoles

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