Polícia

Advogados de Marcola negam ligação com Deolane Bezerra após nova ordem de prisão

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Advogado de Marcola afirma que ele desconhece influenciadora e se surpreendeu com a nova ordem de prisão na Operação Vernix.  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Fernanda Montanha

por Fernanda Montanha

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Publicado em 27/05/2026, às 10h00 - Atualizado às 11h50



A defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcos Willians Herbas Camacho, afirmou nesta quarta-feira (27) que ele não conhece a influenciadora Deolane Bezerra e demonstrou indignação com a nova ordem de prisão preventiva expedida no âmbito da Operação Vernix.

Atualmente, Marcola está detido em uma penitenciária federal de segurança máxima em Brasília.

Segundo o advogado Bruno Ferullo, o chefe da facção teria recebido com surpresa a inclusão do nome dele na investigação, alegando desconhecer Deolane e Everton de Souza, apontado pela polícia como operador financeiro do esquema investigado, segundo o G1.

A apuração conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil investiga um suposto sistema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Conforme os investigadores, uma transportadora sediada em Presidente Venceslau teria sido utilizada para movimentar recursos da organização criminosa e dificultar o rastreamento financeiro.

Defesa nega ligação com esquema

De acordo com a defesa, Marcola negou qualquer relação com a empresa investigada e também contestou a acusação de utilizar o apelido “Narigudo”, mencionado no inquérito policial. O advogado afirmou ainda que o cliente está preso desde 1999 e, desde 2019, permanece em regime de isolamento em presídio federal.

No pedido apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo, a defesa também busca habeas corpus para familiares de Marcola que foram alvos da operação, entre eles Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Enquanto isso, a investigação sustenta que a transportadora funcionaria como empresa de fachada para ocultação de recursos do tráfico de drogas. A polícia afirma que valores teriam sido pulverizados em diferentes contas bancárias para dificultar a identificação da origem do dinheiro.

Como surgiu a investigação

As investigações começaram em 2019, após agentes penitenciários encontrarem bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material continha supostas ordens internas da facção e referências a integrantes do alto escalão do grupo criminoso.

A partir das análises, a polícia chegou à empresa de transportes citada nos documentos. Posteriormente, a Operação Lado a Lado identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade formal da companhia.

Segundo os investigadores, mensagens encontradas no celular de Ciro Cesar Lemos indicariam pagamentos destinados a contas ligadas a Deolane Bezerra e Everton de Souza. Ciro é apontado como operador financeiro do esquema e segue foragido junto da esposa.

Deolane também é investigada

A Operação Vernix levou à prisão de Deolane Bezerra na última quinta-feira (21), em Barueri, na Grande São Paulo. Ela é investigada por suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Em nota, a defesa da influenciadora declarou que não existe vínculo dela com o crime organizado e afirmou que todos os valores movimentados são compatíveis com suas atividades empresariais e advocatícias.

A polícia também aponta que a influenciadora mantinha relações pessoais e comerciais com um dos gestores ligados à transportadora investigada. Para os investigadores, a estrutura empresarial e patrimonial serviria para dar aparência de legalidade aos recursos movimentados.

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Tags Vernix Corpus