Polícia
Publicado em 02/09/2026, às 06h55 Natane Ramos
Nesta quarta-feira (2), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decide se Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá devem voltar à prisão em São Paulo, condenados pelo assassinato de Isabella Nardoni, em 2008.
O STJ começou a julgar no dia 27 de agosto um recurso que pedia o retorno de Nardoni e Jatobá à prisão. O mandado de segurança foi solicitado pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+.
"O recurso está em julgamento no plenário virtual, mas como tramita em segredo de justiça, não temos mais informações a respeito até o momento. O julgamento começou à meia-noite de hoje (27) e vai até a meia-noite da próxima quarta-feira (2)", relatou o STJ, em nota.
O recurso apresentado pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ alega que Nardoni e Jatobá teriam descumprido condições impostas pela Justiça para a manutenção do benefício da progressão de pena.
"Alexandre e Jatobá estão descumprindo as medidas judiciais para ficar no regime aberto. Ela também teve privilégios na cadeia enquanto esteve presa", disse Angelo Carbone, advogado da associação que entrou com o pedido.
Na acusação, o órgão relata que os dois foram vistos em bairros da Zona Norte da capital paulista e em Barueri, na Grande São Paulo. Além disso, há relatos de que Nardoni e Jatobá estariam circulando em horários que não são aceitos no regime aberto.
O advogado reforçou que pessoas que vivem na mesma região que os condenados teriam levantado uma petição para o retorno à prisão. "Foram mais de 2 mil pessoas que moram nessa região que fizeram um abaixo-assinado pedindo a volta dos Nardoni para a cadeia. Essas assinaturas foram encaminhadas ao STJ", concluiu.
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pela morte de Isabella Nardoni, de cinco anos, que ocorreu no dia 29 de março de 2008. De acordo com a acusação, a menina foi arremessada da janela do apartamento da família, que ficava no sexto andar de um edifício na Zona Norte de São Paulo.
O julgamento do caso só ocorreu em 2010. Na época, Alexandre Nardoni, pai da menina, foi condenado a 31 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. Logo Anna Carolina Jatobá, madrasta da criança, recebeu pena de 26 anos de reclusão pelo mesmo crime.
No entanto, em 2023, Jatobá passou a cumprir regime aberto após cumprir etapas anteriores da pena. Nardoni deixou o regime semiaberto e passou ao aberto em 2024.
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