Polícia

Amarelinho: como funciona o “prédio do sexo” do PCC

Edifício Itatiaia foi destinado a Justiça após decisão - Foto: Reprodução/Vídeo
Entenda como o Edifício Itatiaia era usado pelo PCC para prostituição e tráfico de drogas em São Paulo, decisão da Justiça deu posse ao Estado  |   BNews SP - Divulgação Edifício Itatiaia foi destinado a Justiça após decisão - Foto: Reprodução/Vídeo
Vinicius Brito

por Vinicius Brito

Publicado em 24/10/2026, às 07h26



Conhecido como “Amarelinho” ou “prédio do sexo”, o Edifício Itatiaia, no centro de São Paulo, seria usado pelo PCC para lucrar com a prostituição e distribuir crack e outras drogas para diferentes endereços da região, incluindo a antiga Cracolândia, na Rua dos Protestantes.

A Justiça determinou a transferência do edifício localizado na Alameda Barão de Limeira para o Estado e condenou quatro homens a 12 anos de prisão. Os acusados de integrar o PCC e os proprietários dos apartamentos não foram localizados.

Como funcionava o prédio?

Em depoimento à Justiça, uma testemunha afirmou que traficantes para os quais trabalhou mantinham quartos no Edifício Itatiaia destinados ao comércio de drogas. Segundo o relato, a permanência por uma hora custava R$ 20, mas também havia acordos prévios. A testemunha disse que frequentava o local por determinação dos traficantes, que forneciam o endereço e deixavam o pagamento acertado antecipadamente.

Outra testemunha afirmou que o mesmo esquema era reproduzido em outros imóveis da região central de São Paulo. Conforme trecho da decisão judicial, integrantes das organizações criminosas buscavam formas de obter lucro e, em alguns casos, convenciam responsáveis pelos estabelecimentos e moradores a participar das atividades. Mulheres que se prostituíam e permaneciam por longos períodos nos quartos também seriam envolvidas no esquema, conciliando a prostituição com atividades relacionadas ao tráfico de drogas.

Síndico e funcionários são condenados por dar suporte ao tráfico

Segundo a sentença, o Edifício Itatiaia era utilizado de forma recorrente para armazenar, transportar e comercializar drogas. O síndico, que atuava no prédio havia mais de dez anos, foi apontado pela Justiça como uma figura central na estrutura que dava suporte às atividades ilegais no local.

O magistrado destacou que o síndico e os funcionários não necessariamente realizavam a venda direta dos entorpecentes, mas tinham participação na organização das atividades criminosas dentro do edifício residencial. Além deles, foi condenado o responsável por um bar localizado no térreo, também acusado de integrar o esquema.

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