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Ameaça à agricultura: praga quarentenária é barrada em lote de frutas no Aeroporto de Guarulhos

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Considerada ausente no Brasil, a praga exótica associada a embalagens e transporte foi barrada antes de ingressar no mercado interno  |   BNews SP - Divulgação Foto: Divulgação/Governo Federal
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 02/10/2026, às 21h41



A fiscalização do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), interceptou uma carga de 360 quilos de caquis frescos importados da Espanha no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
O motivo da interdição foi a presença da praga quarentenária Liposcelis decolor, um inseto considerado ausente no território brasileiro.

As pragas quarentenárias ausentes são organismos de importância econômica potencial que não estão presentes no país e que representam sério risco à agricultura e à biodiversidade nacional caso se estabeleçam.

Detecção e origem do risco

Segundo informações divulgadas pelo MAPA para o UOL, a espécie Liposcelis decolor está associada principalmente a embalagens, contêineres, restos vegetais, cálices de frutos e materiais de acondicionamento utilizados no transporte e armazenamento de alimentos, não ficando restrita apenas à polpa dos frutos.

A interceptação ocorreu durante procedimentos operacionais de rotina promovidos rotineiramente pelo governo federal. 

A vigilância atua de forma contínua em aeroportos, portos e postos de fronteira para identificar precocemente ameaças biológicas e conter potenciais danos econômicos e ambientais antes da distribuição de mercadorias agrícolas no mercado nacional.

Impactos para a agricultura e mercado global

A introdução descontrolada de insetos exóticos pode gerar impactos devastadores nas cadeias produtivas locais, exigindo o uso intensivo de defensivos agrícolas adicionais e elevando substancialmente os custos de produção para os agricultores brasileiros. 

Além disso, o descumprimento dos rígidos protocolos de biossegurança pode comprometer a reputação sanitária do Brasil no comércio exterior, gerando embargos e retaliações por parte de importantes parceiros internacionais.

Tratamento e descarte da carga

Para conter qualquer risco de disseminação, o lote retido passará por tratamento de fumigação, ou seja, será dedetizado ainda nas instalações do aeroporto.

Após a execução do procedimento, a carga não será liberada para consumo ou comercialização no mercado interno: as normas sanitárias determinam que os frutos sejam devolvidos à origem ou integralmente destruídos, sem exceções.

Classificação Indicativa: Livre

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