Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 19/10/2026, às 15h30
A Justiça de São Paulo condenou os influenciadores Samuel Sant’Anna, conhecido como Gato Preto, e Bia Miranda a pagar R$ 210 mil em indenizações por danos morais a duas vítimas de um acidente de trânsito ocorrido em agosto de 2025, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste da capital.
A decisão foi assinada em 16 de setembro pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho, da 5ª Vara Cível. Além das indenizações, Gato Preto foi condenado a pagar R$ 1.335,99 por danos materiais.
O acidente aconteceu quando o Porsche conversível conduzido pelo influenciador avançou o sinal vermelho em alta velocidade e atingiu um Hyundai HB20. Segundo as informações do caso, Gato Preto e Bia Miranda, que estavam juntos no veículo, teriam deixado o local sem prestar socorro às vítimas.
A indenização por danos morais foi dividida entre Edilson Maiorano e seu filho, Ivan Bartalot Pereira Maiorano, que estavam no Hyundai HB20.
Confira os valores determinados pela Justiça:
Gato Preto: R$ 100 mil para Ivan e R$ 60 mil para Edilson.
Bia Miranda: R$ 20 mil para Ivan e R$ 30 mil para Edilson.
Os valores totalizam R$ 210 mil. A condenação de Gato Preto também inclui o pagamento de R$ 1.335,99 por danos materiais.
Ao definir as indenizações, o magistrado considerou a gravidade dos ferimentos e os impactos físicos e psicológicos provocados pelo acidente, segundo o g1.
Segundo a decisão, Ivan foi retirado do veículo com escoriações no rosto, dificuldade para abrir a boca e fraturas no ramo e no ângulo da mandíbula esquerda.
O tratamento foi conservador, com dieta líquida e pastosa e acompanhamento médico durante três meses.
O laudo psicológico citado no processo também apontou o agravamento de um quadro de ansiedade que Ivan já apresentava antes do acidente. Entre as consequências relatadas estão sonhos perturbadores, crises e afastamento social.
O juiz levou em consideração os efeitos do episódio sobre a saúde e a rotina das vítimas ao estabelecer os valores das indenizações.
De acordo com o Ministério Público, laudos indicaram que Gato Preto estava sob efeito de álcool, ecstasy e maconha quando avançou o sinal vermelho e provocou a colisão.
Após a batida, Bia Miranda gravou a cena e publicou o vídeo nas redes sociais. Nas imagens, ela se referiu a Edilson como “senhorzinho” e chamou o carro da vítima de “lixo”.
Em maio de 2026, os dois influenciadores se tornaram réus por duas tentativas de homicídio com dolo eventual, modalidade em que, segundo a acusação, o agente assume o risco de provocar a morte de alguém.
A condenação na esfera cível trata da reparação dos danos sofridos pelas vítimas e é independente da ação criminal.
Além do caso da Faria Lima, Gato Preto responde a outros processos judiciais.
Em agosto de 2025, ele se tornou réu por violência doméstica contra Bia Miranda, após ser acusado de agredi-la em um hotel em Barueri, na Grande São Paulo.
Em dezembro do mesmo ano, o influenciador foi preso em São Paulo por não pagar pensão alimentícia a um dos filhos. Na ocasião, a dívida ultrapassava R$ 57 mil. Posteriormente, ele foi solto.
Gato Preto também é investigado pela Polícia Civil por suspeita de lavagem de dinheiro relacionada a jogos de azar ilegais.
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