Polícia
Publicado em 30/09/2026, às 08h52 Natane Ramos
Nesta quarta-feira (30), o Conselho de Justificação (CJ) da Polícia Militar (PM) de São Paulo retomou o julgamento do processo administrativo que pode expulsar o tenente‑coronel Geraldo Neto da corporação, acusado de feminicídio.
De acordo com informações do Diário Oficial do estado, o julgamento investiga Geraldo Neto está preso, acusado de matar a esposa, a soldado da PM Gisele Alves. O crime ocorreu no dia 18 de fevereiro deste ano, no apartamento do casal, localizado no Centro da capital paulista.
Geraldo nega ter assassinado a esposa e declara que Gisele se suicidou. Além deste feminicídio, o tenente-coronel também é investigado por ter intimidado PMs subordinados.
A audiência do julgamento está marcada para indicar às 11h através de uma videoconferência. Estão previstos depoimentos das testemunhas de defesa de Geraldo Neto, que está detido desde 18 de março no Presídio Romão Gomes da PM, na Zona Norte de São Paulo.
Geraldo Neto é réu na Justiça comum por feminicídio e fraude processual. Acusado de matar Gisele, de 32 anos. A vítima deixou uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior.
Preso preventivamente, o oficial será interrogado presencialmente no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste, no dia 5 de outubro. A audiência é a última etapa antes da decisão da Justiça.
Três policiais amigas de Gisele relataram que Geraldo era controlador, ciumento e possessivo, desconfiando da versão do tenente-coronel que afirma que a vítima tirou a própria vida.
O acusado revelou à Polícia Civil que se surpreendeu ao ver a esposa morta no apartamento: "estranhou esta ocorrência em específico, pois o local estava mais preservado do que o de costume numa situação dessas".
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