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Caso SPTuris: bandas de rock sem músicas autorais faturam milhões em SP

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De acordo o TCM, verbas da SPTuris eram direcionadas para apresentações de bandas sem repertório próprio e de pouca projeção no cenário musical  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 14/07/2026, às 14h20



Contratos firmados pela Prefeitura de São Paulo para apresentações de bandas de rock estão sendo investigados pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) após auditoria apontar possíveis irregularidades na contratação de grupos ligados ao produtor cultural Fabrício Raveli.

Além dos cachês pagos pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC), o relatório destaca a atuação da São Paulo Turismo (SPTuris), responsável por financiar a estrutura dos festivais organizados pelo produtor.

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Auditoria aponta cachês elevados e falhas nas contratações

Entre os casos analisados está o da MotorRockBr, banda criada no fim de 2024 que, mesmo sem músicas autorais lançadas e com pouca presença nas redes sociais, recebeu R$ 828 mil por 30 apresentações contratadas pela Prefeitura de São Paulo.

Segundo o portal Metrópoles, o grupo foi enquadrado como "artista consagrado", condição que permitiu a contratação por cachês de até R$ 30 mil por show, valor superior ao previsto na tabela de referência da Secretaria Municipal de Cultura.

Ao todo, quatro bandas ligadas a Fabrício Raveli receberam mais de R$ 2,3 milhões em contratos nos últimos 15 meses.

O TCM identificou fragilidades na documentação utilizada para comprovar a notoriedade dos artistas, além da ausência de registros que comprovassem a divulgação prévia e, em alguns casos, até mesmo a realização das apresentações.

A investigação teve início após representação da vereadora Luana Santos (PSOL) e ainda será analisada pelo plenário do tribunal.

Relação entre produtor, SPTuris e festivais entra na mira

Além dos contratos de shows, a auditoria também analisa a estrutura dos festivais organizados por Fabrício Raveli, que contavam com apoio da SPTuris.

Segundo a reportagem, a empresa municipal financiava a infraestrutura de eventos como o SP Rock Nation, RockFun Fest e Festival Tennessee, enquanto a Secretaria Municipal de Cultura custeava os cachês das bandas.

O relatório também cita que Rodrigo Raveli, irmão do produtor, ocupava cargo na gerência de eventos da SPTuris durante parte do período investigado. Após as primeiras denúncias, a Prefeitura informou que o servidor foi afastado enquanto a Controladoria Geral do Município apura o caso.

Em nota, a administração municipal afirmou que a seleção dos artistas segue critérios técnicos e que os processos administrativos exigem comprovação de notoriedade e compatibilidade dos cachês.

Já o TCM informou que a auditoria encontrou inconsistências na documentação apresentada e continuará analisando as justificativas enviadas.

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