Polícia
Publicado em 16/09/2026, às 06h36 Natane Ramos
A Corregedoria da Polícia Militar determinou que a soldado Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, teve a intenção de matar a ajudante-geral Thawanna da Silva Salmázio, de 31, durante uma abordagem realizada em abril deste ano em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo.
De acordo com o relatório policial, haviam indícios de transgressão disciplinar, crime militar, crime comum e possível homicídio doloso qualificado na abordagem de Yasmin, que tirou a vida de Thawanna da Silva.
Ainda segundo a investigação, não existem elementos que comprovem que Yasmin agiu em legítima defesa. O documento que aponta a intenção de matar a PM foi encaminhado ao Tribunal de Justiça Militar, no entanto, até o momento, não houve um pedido de prisão preventiva.
Yasmin Cursinho foi afastada das atividades e foi proibida de portar arma de fogo. De acordo com a apuração do colunista Alfredo Henrique, do Metrópoles, a soldado está grávida do primeiro filho.
A morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, ocorreu na madrugada de 3 de abril, em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. A ajudante-geral caminhava com o marido quando o braço dele esbarrou no retrovisor de uma viatura da Polícia Militar, e os dois se envolveram em uma discussão com policiais militares.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a soldado Yasmin Cursino Ferreira desce da viatura, inicia a discussão e efetua um disparo que atingiu Thawanna no abdômen. A vítima esperou por mais de 30 minutos para receber atendimento médico e o socorro não estancou o sangramento a tempo. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte foi uma hemorragia interna.
Enquanto a policial sustentou ter agido em legítima defesa, a Justiça descarta a alegação e aponta intenção de matar durante a abordagem.
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