Polícia

Coronel preso por morte de esposa alegou ter “facilitado a vida” dela; perícia aponta contradições

Foto: Reprodução/Instagram
Caso que inicialmente foi tratado como suicídio passou a ser investigado como feminicídio após análise técnica da Polícia Civil em São Paulo  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Ana Caroline Alves

por Ana Caroline Alves

[email protected]

Publicado em 19/03/2026, às 15h33



A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana ganhou novos desdobramentos após a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, principal suspeito do crime.

O caso ocorreu em fevereiro, em um apartamento no bairro do Brás, na região central de São Paulo. De acordo com a apuração, cerca de uma hora após o disparo que atingiu a vítima, o oficial afirmou a um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo que havia feito “tudo para facilitar a vida” da esposa.

Na ocasião, ele também apresentou uma versão em que a morte teria sido resultado de suicídio. No entanto, com o avanço das investigações, a hipótese foi descartada, e o caso passou a ser tratado como feminicídio, as informações são do Metrópoles.

Versão do suspeito e dinâmica do caso

Segundo o relato de Geraldo, o casal enfrentava conflitos relacionados à vida conjugal e à situação financeira. Ele afirmou que havia pedido separação no dia anterior ao ocorrido e que, na manhã seguinte, ouviu um barulho enquanto estava no banheiro.

Ainda de acordo com sua versão, ao sair do local, encontrou a esposa ferida após, supostamente, ter utilizado a arma dele contra si mesma. A vítima chegou a ser socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.

gisele e marido
Foto: reprodução/redes sociais

Perícia aponta inconsistências relevantes

O inquérito conduzido pela Polícia Civil identificou ao menos quatro contradições importantes no depoimento do tenente-coronel. Entre elas, estão divergências sobre a posição de objetos no apartamento, a localização da arma e marcas de sangue incompatíveis com a versão de suicídio.

Um dos pontos mais relevantes envolve vestígios de sangue encontrados no banheiro e na roupa do investigado. Segundo os peritos, o padrão das manchas indica que ele estava próximo à vítima no momento em que ela ainda sangrava, o que contraria sua alegação de que não teve contato com o corpo.

Prisão e andamento do caso

Diante das evidências, a Justiça autorizou a prisão preventiva do oficial, que agora responde pelo crime enquanto as investigações seguem em andamento. Ele está detido no Presídio Militar Romão Gomes.

A defesa apresentou pedido de habeas corpus, que deve ser analisado pela Justiça. O caso segue sob investigação e pode ter novos desdobramentos conforme o avanço das análises e depoimentos.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp