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Caso Gisele: investigação aponta possível alteração da cena do crime

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No Caso Gisele, investigação aponta possível alteração na cena do crime e levanta novas dúvidas sobre a morte da policial militar  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Instagram
Nathalia Quiereguini

por Nathalia Quiereguini

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Publicado em 18/03/2026, às 12h44



A investigação sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana ganhou novos desdobramentos e passou a incluir a suspeita de alteração da cena do crime.

O principal investigado é o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, preso sob suspeita de envolvimento na morte ocorrida em São Paulo.

De acordo com a linha investigativa, há indícios de que o ambiente do apartamento possa ter sido modificado após o ocorrido, segundo in formações do portal Itatiaia.

A hipótese é que alterações tenham sido feitas para dar aparência de suicídio, o que poderia ter comprometido a preservação de provas importantes para a perícia.

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Investigação do Caso Gisele analisa indícios de possível alteração na cena do crime e comportamento do tenente-coronel após a ocorrência / Foto: Reprodução/Instagram

Comportamento durante atendimento levanta suspeitas

Um dos pontos analisados pelos investigadores é o comportamento do tenente-coronel logo após a ocorrência.

Segundo relatos registrados na investigação, o oficial teria insistido em tomar banho e trocar de roupa mesmo após o início do atendimento policial.

Policiais que estavam no local alertaram que a atitude poderia comprometer a preservação da cena.

Imagens registradas por câmeras corporais mostram agentes questionando a decisão e destacando a importância de manter o ambiente intacto para o trabalho pericial.

Para os investigadores, essa ação pode ter interferido em exames importantes, como o teste residuográfico, utilizado para identificar vestígios de disparo de arma de fogo.

Detalhes da cena também são analisados

Outros elementos da ocorrência também chamaram a atenção das autoridades. Um bombeiro que participou do atendimento relatou que encontrou a policial caída entre o sofá e uma estante da sala, com grande quantidade de sangue na região da cabeça.

Segundo o socorrista, a arma estava na mão direita da vítima, mas com o dedo fora do gatilho.

Ele afirmou que conseguiu retirar o objeto com facilidade, o que considerou incomum em situações de suicídio.

Além disso, não foram encontrados cartuchos ou outros vestígios no ambiente durante a busca inicial.

A investigação também analisa uma ligação feita pelo oficial ao desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que esteve no local por alguns minutos.

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