Polícia

Corpo encontrado em sítio é de PM desaparecido na Grande SP, confirma IML

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Identificação foi feita por impressões digitais; investigação aponta que policial pode ter sido levado a “tribunal do crime”  |   BNews SP - Divulgação Reprodução
Érica Sena

por Érica Sena

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Publicado em 12/01/2026, às 10h05



O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que o corpo encontrado em uma área de mata no bairro do Cipó, em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, é do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos. O agente estava desaparecido desde a última quinta-feira (7), e a suspeita de que se tratava do PM já havia sido levantada desde a localização do cadáver, após a polícia encontrar uma aliança junto ao corpo.

Segundo a Polícia Civil, a confirmação oficial ocorreu nesta segunda-feira (12), após a família reconhecer Fabrício por meio de impressões digitais. Familiares também identificaram as roupas encontradas no local e confirmaram que a aliança pertencia ao policial, como citado pela CNN Brasil.

Liberação do corpo e sepultamento

O corpo foi liberado pelo IML de Taboão da Serra, mas a retirada pela funerária estava prevista apenas para a manhã desta segunda-feira. O sepultamento deve ocorrer no Cemitério Cerejeiras, na capital paulista.

O desaparecimento do policial

As investigações indicam que Fabrício, que estava de férias, teria sido levado a um chamado “tribunal do crime” após se envolver em uma discussão com um homem ligado ao tráfico de drogas. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a desavença inicial ocorreu na Avenida dos Funcionários Públicos.

Horas depois, o PM voltou a encontrar o mesmo homem em uma adega da região. Ainda na quinta-feira, o carro do policial, um Ford Ka, foi localizado carbonizado em Itapecerica da Serra, também na Grande São Paulo.

Foto: Reprodução

Relato aponta execução

Um dos presos no caso relatou em depoimento que estava com Fabrício quando ambos foram abordados por um homem conhecido como “Gato Preto”, que mencionou a repercussão da discussão envolvendo um policial militar. Segundo o relato, Fabrício ficou nervoso e decidiu ir até uma área dominada pelo tráfico, conhecida como “biqueira”.

No local, eles teriam sido recebidos por cerca de seis pessoas e imediatamente separados. Ainda conforme o depoimento, os criminosos perguntaram se o PM estava armado e retiraram dois revólveres que ele portava. O homem que sobreviveu afirmou ter sido mantido por cerca de duas horas sob interrogatório, enquanto Fabrício permaneceu sob o controle do grupo.

Investigação em andamento

Na sexta-feira (9), a Polícia Militar realizou uma averiguação em um imóvel no bairro Jardim Horizonte Azul, na Zona Sul da capital, que pode ter ligação direta com o desaparecimento e a morte do policial. O caso segue sob investigação para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do crime.

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