Polícia

Delegada é investigada por suspeita de uso irregular de viatura em SP

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Ministério Público e Corregedoria da Polícia Civil investigam Gilmara Natália por uso indevido de viatura e ausências frequentes  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução
Tatiana Ribeiro

por Tatiana Ribeiro

Publicado em 29/10/2026, às 06h53



O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Corregedoria da Polícia Civil investigam a delegada Gilmara Natália Batista dos Santos, responsável pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itapira, no interior paulista, por suspeitas de irregularidades funcionais. As denúncias incluem o uso de viatura descaracterizada para fins particulares, ausências frequentes no trabalho e distribuição de procedimentos que teria comprometido o andamento de investigações.


A apuração do Ministério Público começou em julho, após uma denúncia apresentada por um delegado da região. O documento foi encaminhado ao órgão e à Delegacia Seccional de Mogi Guaçu, responsável pela área de Itapira, conforme informações divulgadas pelo portal Metrópoles.


Na ocasião, a Seccional era chefiada pela delegada Edna Elvira Salgado Martins, transferida para Campinas em setembro. Segundo os relatos, nenhuma providência havia sido adotada contra Gilmara até aquele momento.


A delegada também já exerceu, simultaneamente, a função de titular da Delegacia Central de Itapira, cidade com cerca de 72 mil habitantes.


Viatura teria sido usada em compromissos particulares


Entre as suspeitas apuradas estão deslocamentos com uma viatura descaracterizada da Polícia Civil para locais sem relação aparente com o serviço público, como uma academia e um aeroporto. Neste último caso, a denúncia aponta que o veículo teria sido utilizado para uma viagem internacional sem vínculo com atividades da corporação.


O procedimento é acompanhado pela promotora de Justiça de Itapira, Fernanda Sumi Barbosa Klein Gunnewiek. Em 4 de agosto, o MPSP encaminhou um pedido de esclarecimentos à Delegacia Seccional de Mogi Guaçu.


O documento solicita informações sobre as unidades policiais pelas quais Gilmara era responsável, a existência de autorização para trabalhar em regime de home office e os registros de comparecimento presencial ao longo dos 12 meses anteriores.


As denúncias seguem sob investigação, sem que os fatos relatados representem, até o momento, comprovação de responsabilidade da delegada.

Classificação Indicativa: Livre

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