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Depois de novo acordo, PF aponta que delação de Vorcaro não teve avanços

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A Polícia Federal considera que o novo material traz poucas novidades e elementos práticos que ajudem no avanço da investigação  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Polícia Federal
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 08/06/2026, às 15h42 - Atualizado às 15h43



A Polícia Federal (PF) tem considerado insatisfatório o conteúdo da nova proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com relatos obtidos pelos investigadores, embora o empresário tenha ampliado o escopo de tópicos para tentar obter o benefício de redução de pena, a corporação avalia que o material carece de novos avanços práticos.

O ex-dono do Banco Master não trouxe detalhes inéditos que possam impulsionar os desdobramentos das apurações em andamento.

O atual cenário de estagnação nas negociações tem levado integrantes da força policial a defender formalmente a rejeição do acordo de colaboração.

Apesar da resistência interna na instituição, a decisão definitiva sobre a homologação ou o descarte do documento ainda não foi acordada.

A expectativa é que a PF emita um parecer conclusivo nos próximos dias, o que deve ditar o agendamento ou o cancelamento dos próximos depoimentos do banqueiro.

Foto: Reprodução/Banco Master
Foto: Reprodução/Banco Master

Promessas de revelações e foco na Bahia

Na última versão apresentada à Justiça, Vorcaro havia sinalizado que apresentaria novos fatos envolvendo duas frentes de grande impacto político.

Segundo a CNN Brasil, a primeira linha de revelações abordaria os bastidores do financiamento do filme publicitário sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o "Dark Horse".

A segunda linha de investigação prometia detalhar as relações financeiras e institucionais estabelecidas entre o Banco Master e integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado da Bahia.

Contudo, analistas do caso apontam que o empresário limitou-se a repetir e esclarecer episódios que já haviam sido mapeados pelas fases mais recentes da Operação Compliance Zero.

Para os investigadores de campo, o depoimento atual não justifica a concessão de benefícios jurídicos, uma vez que não agregou provas materiais novas ao acervo que a polícia já possui.

Divergências institucionais e validação no STF

Apesar do ceticismo manifestado pela Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República (PGR) adota uma postura distinta e insiste na manutenção das tratativas para a colaboração premiada.

O órgão ministerial mantém a expectativa de que elementos inéditos e complementares possam surgir durante as novas rodadas de inquirições previstas com o empresário.

O desfecho do processo também depende da análise do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro André Mendonça, relator do caso na Suprema Corte, acompanha as negociações e aguarda a realização das oitivas oficiais para avaliar a validade jurídica e a eficácia das declarações, elementos indispensáveis para a homologação final do acordo.

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