Polícia
A declaração recente da primeira-dama Janja da Silva, que defendeu a retirada imediata do Discord do ar no Brasil, reacendeu o debate sobre a regulação das plataformas digitais.
A fala ocorreu durante cerimônia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que endurece punições para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes.
Janja citou o caso de uma adolescente de 13 anos de Naviraí (MS) que, segundo as investigações da Operação Lívia, teria sido induzida por um grupo a se automutilar e cometer suicídio durante uma transmissão ao vivo no Discord.
O ato teria durado entre 40 e 50 minutos e sido acompanhado por mais de 200 pessoas. Uma segunda vítima, de 17 anos, também teria sido alvo do grupo, mas sobreviveu.
A gente precisa retirar imediatamente o Discord do ar. A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma”, declarou Janja.
Durante a cerimônia, Janja cobrou do advogado-geral da União, Jorge Messias, uma medida contra o Discord. Em resposta, a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou a preparação de uma Ação Civil Pública para pedir a responsabilização e a suspensão da plataforma.
A AGU argumenta que o Discord descumpre normas brasileiras e não dispõe de mecanismos considerados suficientes para proteger menores, como sistemas eficazes de verificação de idade.
Criado em 2015, o Discord é uma plataforma de comunicação por texto, voz e vídeo.
O serviço surgiu ligado à comunidade de jogos eletrônicos, mas logo se expandiu para grupos de estudo, trabalho remoto, criadores de conteúdo e comunidades de fãs.
Ao contrário de redes como Instagram e X (antigo Twitter), o Discord não possui um feed público central focado na viralização de conteúdos. Sua estrutura é organizada principalmente em “servidores”, espaços que podem ser públicos ou privados e são divididos em canais.
Os servidores permitem diferentes níveis de acesso, ferramentas de moderação, bots automatizados e diversas opções de personalização.
Entre 2025 e 2026, o Discord chegou a cerca de 200 milhões de usuários ativos mensais no mundo. Por mais que a empresa não divulgue números oficiais por país, o Brasil aparece entre os mercados com maior volume de acesso à plataforma.
Entre os casos investigados no país estão:
Investigações realizadas nos últimos anos também identificaram grupos que utilizavam a plataforma para coordenar agressões e outras ações criminosas.
O Marco Civil da Internet, aprovado em 2014, estabelece princípios e direitos para o uso da internet no Brasil.
Entre seus dispositivos está a responsabilização de plataformas por conteúdos publicados por terceiros em determinadas circunstâncias, principalmente após decisões judiciais.
O debate sobre o alcance dessas regras foi reforçado nos últimos anos após decisões envolvendo grandes plataformas digitais e discussões sobre desinformação, discurso de ódio e proteção de crianças e adolescentes.
O Discord já sofreu bloqueios ou restrições em diferentes países por motivos relacionados a conteúdo ilegal, segurança, controle de informações ou descumprimento de determinações locais.
Classificação Indicativa: Livre
Fone top
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso