Polícia
por Tatiana Ribeiro
Publicado em 15/06/2026, às 12h37
A enfermeira Rayza Gabrieli Dias Delfino, responsável por prestar os primeiros socorros a Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, que foi morta ao ser lançada sem cordas, na Ponte do Esqueleto, interior de SP, afirmou à polícia que tentou reanimá-la. Ela revelou que a jovem ainda estava viva quando foi atendida, mas apresentava uma pulsação fraca.
Abalada, a profissional informou que estava como turista no local e que desceu por uma ribanceira íngreme e coberta de barro para prestar socorro à vítima. Ela também disse que Maria Eduarda estava com um equipamento de segurança preso à barriga, mas sem a corda principal. A enfermeira ainda afirmou que permaneceu lá até a chegada da ambulância.
A equipe da ambulância precisou cortar o restante do equipamento para tentar utilizar o desfibrilador, sem sucesso.
"Ela estava dando aquele suspiro de pós-morte [...] Eu peguei, chequei, ela estava com um pulso bem fraco. Eu comecei a massagem e parou [a pulsação]”, conta.
Em depoimento, a enfermeira também declarou que também saltaria naquele dia. A profissional chegou a filmar a preparação da jovem.
"Eu ia mandar para uma tia minha [...] Eu não consegui ouvir [o que falavam] porque estava na expectativa de que eu iria pular [...] Eu só estava olhando ela, nem olhei como que eles colocaram as coisas [...] Quando ela cai, começo a ouvir todo mundo falando: 'a corda, a corda'", relata a testemunha.
A tragédia aconteceu no sábado (13), quando Maria Eduarda participou de uma atividade esportiva de rope jump. De acordo com a investigação, a jovem foi impulsionada sem cordas de segurança e caiu de uma altura de cerca de 40 metros. Ela morreu no local.
Imagens que circulam mostram o desespero no momento do acidente. Testemunhas perceberam a falha e começaram a gritar: “Gente, a corda!”
Os três instrutores Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, seguem presos e flagrante e são indiciados por homicídio por dolo eventual, quando assumiram o risco da morte, mesmo sem intenção de matar.
Classificação Indicativa: Livre
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso
Imperdível