Polícia
por Marcela Guimarães
Publicado em 09/01/2026, às 10h36
Um empresário de 28 anos foi preso em flagrante após se passar por médico dentro de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Cananéia, no litoral sul de São Paulo.
O caso ocorreu na última quarta-feira (7) e segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Segundo as autoridades, Wellington Augusto Mazini Silva realizava exames de ultrassom, assinava documentos médicos e utilizava registros profissionais pertencentes a outros médicos mesmo sem formação na área da saúde ou inscrição no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
A atuação irregular veio à tona depois que um paciente estranhou a conduta do suposto profissional e comunicou a situação à direção da UBS.
A denúncia levou ao acionamento da Polícia Militar (PM), que encontrou Wellington dentro da unidade afirmando exercer a profissão. Questionado, ele não apresentou nenhum documento que comprovasse habilitação para atuar como médico.
Levado até a delegacia, o homem chegou a informar números de registro profissional que, após checagem, foram identificados como pertencentes a outros médicos, confirmando a fraude.
Durante a apuração, os policiais também realizaram buscas no carro e na mochila do suspeito. No local, foram encontrados carimbos médicos em nome de terceiros e blocos de receituários de diferentes clínicas.
Em depoimento, este apurado pelo Metrópoles, Wellington admitiu que receberia cerca de R$ 2 mil pelos atendimentos realizados naquele dia.
Um dos relatos mais graves envolve uma paciente que afirmou ter ouvido do falso médico que sua vesícula biliar foi identificada em um exame de ultrassom, mas o órgão já havia sido removido através de cirurgia.
Com a situação, a Prefeitura de Cananéia informou, por meio de nota, que nenhum paciente será prejudicado. As pessoas atendidas na última terça-feira (6) estão sendo reconvocadas para repetir os exames no dia 13 de janeiro.
A defesa de Wellington informou que o caso está sob análise do Poder Judiciário. O advogado Celino Barbosa de Souza Netto declarou ao Metrópoles que o investigado colaborou com as autoridades desde o início e que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo.
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