Polícia

Falso médico é preso por atuar em hospital particular na Zona Leste de SP

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Ele e outro falso médico foram responsáveis por cerca de 2.000 atendimentos em dois anos  |   BNews SP - Divulgação Reprodução/ TV Globo
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 26/05/2026, às 14h36



Um homem identificado como Marcos Phelipe de Barros foi preso nesta terça-feira (26) acusado de atuar como falso médico em um hospital particular na Zona Leste de São Paulo. Ele foi alvo da Operação Hipócrates que foi conduzida pelo 22° Distrito Policial (São Miguel Paulista) e cumpriu  sete mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária, além de outras duas medidas cautelares determinadas pelas Justiça.

Entre os alvos estão dois gestores do Hospital de Clínicas Jardim Helena que foram afastados de suas funções por determinação da Justiça. Um outro falso médico, que está foragido no Chile, também é alvo da operação. As diligências ocorrem na capital paulista e nos municípios de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.

Segundo a investigação, os dois falsos médicos teriam realizado cerca de 2 mil atendimentos ao longo de dois anos. O inquérito policial apontou ainda que nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos atendimentos prestados. O falso médico preso usava documentos verdadeiros de um médico chamado Nicolas Joseph Della Matta.

As apurações também identificaram indícios de omissão e negligência por parte da unidade hospitalar. Por determinação judicial, a gestora operacional e o diretor clínico do hospital serão afastados de suas funções enquanto as investigações prosseguem.

Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de SP  (Cremesp) informou que o exercício ilegal da medicina é um caso de polícia, já que o órgão não se responsabiliza por quem não é devidamente registrado junto ao conselho. Confira a nota na íntegra:

"O Cremesp informa que o exercício ilegal da Medicina é um caso de polícia, uma vez que a atuação do Conselho se limita a profissionais médicos registrados na Autarquia.
O Cremesp, quando identifica, por exemplo, durante fiscalização, que há profissionais se passando por médicos, ou quando o Conselho percebe tentativas de registro com apresentação de documentos falsos, como diplomas, aciona os órgãos competentes, como o Ministério Público e a Polícia.
Cabe ressaltar que o Conselho disponibiliza o Guia Médico em seu site, para que empresas médicas e pacientes possam checar se o profissional que o está atendendo é médico e está com registro regular no conselho. Caso a empresa contratante tenha dúvidas em relação ao profissional mesmo após consulta pública ao Guia, ela deverá entrar em contato com o Cremesp pelos canais oficiais."

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